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Timor-Leste. Já são 27 os mortos e mais de sete mil os desalojados em Díli

05 abr, 2021 - 07:34 • Redação com Lusa

São as maiores cheias de que o país tem memória. Presidente timorense fala em “grande calamidade” e todos os relatos que chegam à Renascença apontam no mesmo sentido. Dificuldades nas comunicações estão a dificultar o apuramento real do impacto destas “violentíssimas inundações”.

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Subiu para 27 mortos e mais de sete mil desalojados o número de vítimas das cheias que assolaram Timor-Leste durante o fim de semana, depois de três dias de chuva torrencial. Os números são ainda provisórios.

“Até agora, os dados de vítimas mortais em todo o país é de 27. Além destas pessoas que perderam a vida, há oito casos de pessoas cuja situação não é ainda conhecida”, disse o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fidelis Magalhães.

“Em Díli, confirma-se até ao momento um total de 13 mortos e mais de sete mil desalojados, que estão de momento abrigados em 12 espaços localizados em vários pontos da cidade”, adiantou.

O balanço anterior apontava para 21 mortos.

Fidelis Magalhães falava aos jornalistas depois de uma reunião da Comissão Interministerial para a Proteção Civil e Desastres Naturais, liderada pelo primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, com vista à coordenação da resposta ao impacto das inundações.

Matan Ruak já lamentou as vítimas mortais das cheias e garante ajuda às famílias afetadas.

À Renascença, fonte do Ministério do Interior timorense refere que a dificuldade nas comunicações está a impedir o apuramento do real impacto das cheias no país.

“O maior desastre natural em Timor-Leste”. Cheias já causaram 11 mortos
“O maior desastre natural em Timor-Leste”. Cheias já causaram 11 mortos

Mas as autoridades já se puseram em marcha. A Secretaria de Estado da Proteção Civil irá funcionar como centro operacional de recolha de apoio humanitário.

O vice-primeiro-ministro e o ministro das Obras Públicas apelaram também ao contributo de entidades do setor privado que possuam máquinas para apoiar nas ações de limpeza.

“As autoridades durante o dia de ontem mobilizaram esforços para providenciar abrigo e apoio alimentar aos desalojados e iniciaram as intervenções nas infraestruturas com o objetivo de restabelecer a mobilidade viária e o fornecimento de energia elétrica com segurança e garantir a reparação de sistemas de abastecimento de água danificados, e, efetuar os trabalhos urgentes de limpeza de drenagens, normalização e desassoreamento de ribeiras”, explica uma nota do executivo.

O governante explicou que entre as várias medidas acordadas hoje, a comissão deliberou permitir a abertura das lojas de material de construção – fechadas com base nas regras de confinamento obrigatório – para que as famílias afetadas pelas cheias possam recuperar as suas casas.

Durante a reunião, o primeiro-ministro agradeceu o contributo que tem sido dado pelos envolvidos na resposta às inundações, incluindo as organizações religiosas, parceiros de desenvolvimento, organizações da sociedade civil e cidadãos em geral.

Por outro lado, orientou os membros da Comissão Interministerial para a Proteção Civil e Desastres Naturais “para que impulsionem as medidas de apoio às populações afetadas e as ações de limpeza e de levantamento dos danos nas infraestruturas com vista a rápida normalização da mobilidade viária e dos sistemas de abastecimento de energia elétrica, água e saneamento”.

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  • Ivo Pestana
    05 abr, 2021 Funchal 13:28
    Seria bom os grandes e bons vizinhos, Austrália e Nova Zelândia dessem uma ajuda a este povo. Deus vos abençoe.

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