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Covid-19. UE vai acelerar autorizações das vacinas contra as várias estirpes

14 fev, 2021 - 09:51 • Lusa

Se houver "vacinas melhoradas" com base "numa vacina já existente" e certificada "não haverá a necessidade de passar por todas as etapas da autorização", disse comissária da Saúde dos 27.

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A União Europeia (UE), acusada de lentidão na gestão da pandemia de covid-19, vai acelerar os procedimentos de autorização de vacinas melhoradas para responder às diferentes variantes do novo coronavírus, indicou hoje a comissária da Saúde dos 27.

"Analisamos com a Agência Europeia do Medicamento os procedimentos e decidimos que, doravante, se houver uma vacina melhorada por um fabricante para lutar contras as novas variantes com base numa vacina já existente" e certificada "não haverá a necessidade de passar por todas as etapas da autorização", disse Stella Kyriakides.

Numa entrevista publicada hoje no diário alemão Augsburger, a comissária adiantou que, desta forma, será "mais rápido" ter vacinas à disposição, "sem que sejam afetados os critérios de segurança".

A Comissão Europeia tem sido criticada pela lentidão ligada ao início das campanhas de vacinação contra a covid-19 nos Estados membros, por causa dos procedimentos de certificação das primeiras vacinas, considerados muito longos em comparação com o Reino Unido ou com os Estados Unidos, mas também no que diz respeito aos pedidos de vacinas.

Embora tenha admitido que não está "satisfeita" com a atual situação, a comissária europeia da Saúde assume a defesa contra as críticas.

"É errado afirmar que apenas cometemos erros", disse Kyriakides, argumentando que a UE conseguiu garantir o fornecimento para 700 milhões de doses de vacinas até ao fim do terceiro trimestre deste ano.

Desde o início da pandemia, em dezembro de 2019, a Europa contabilizou mais de 800.000 mortes associadas à covid-19, segundo a contagem feita pela agência francesa AFP.

Os 52 países e territórios europeus (incluindo Rússia e Turquia) totalizaram 800.361 mortes (para 35.395.270 casos declarados), à frente da América Latina e Caraíbas (635.834 mortes, 20.021.361 casos), Estados Unidos/Canadá (502.064, 28.312.719) e Ásia (247.730, 15.641.940).

Os países mais afetados na Europa são o Reino Unido com 116.908 mortes para 4.027.106 casos, Itália com 93.045 mortes (2.697.296 contaminações), França (81.488, 3.427.386) Rússia (79.696, 4.057.698) e Espanha (64.747, 3.056.035).

Em relação à população, o país mais afetado pela pandemia é a Bélgica com 186 mortes por 100.000 habitantes, seguida da Eslovénia (178), do Reino Unido (171), da República Checa (169) e da Itália (154).

Os números dos óbitos baseiam-se nos relatórios comunicados diariamente pelas autoridades sanitárias de cada país e excluem as revisões realizadas posteriormente pelos organismos estatísticos com base em estudos sobre mortalidade excessiva, como foi o caso da Rússia, Reino Unido e Espanha.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.384.059 mortos no mundo, resultantes de mais de 108,1 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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  • Cidadao
    14 fev, 2021 Lisboa 12:36
    A UE andou muito mal nisto das vacinas: tardia em excesso, nas necessárias autorizações, contratos da treta baseados "no melhor esforço possível" sem definir punições em caso de incumprimento, milhares de milhões de euros de dinheiros públicos entregues às farmacêuticas para subsidiar investigações e elaboração de vacinas sem sequer acautelarem a co-propriedade das patentes... Difícil de acreditar nesta soma de argoladas, de quem se esperava muito melhor. visto que negociações é o que fazem diariamente. Ao menos que aprendam com os erros e daqui para a frente atuem em conformidade

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