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​Justiça britânica nega libertação sob fiança de fundador da Wikileaks

06 jan, 2021 - 12:50 • Cristina Nascimento com agências

Julian Assange aguarda pelo fim do processo do pedido de extradição para os Estados Unidos, país que o acusa de espionagem. Mulher de Assange apela por perdão à presidência norte-americana.

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O fundador da Wikileaks, Julian Assange, vai continuar na prisão à espera de ver concluído o processo do pedido de extradição para os Estados Unidos. A justiça britânica recusou o pedido de libertação sob fiança, considerando que existe o risco de Assange tentar fugir à justiça.

A notícia é avançada pela agência Reuters. Depois de conhecida a decisão da justiça, a companheira de Assange Stella Moris, mostrou-se muita desapontada e apelou às autoridades dos Estados Unidos.

“Julian não devia estar sequer na prisão de Belmarsh. Apelo ao Departamento da Jusitç apara que retire as queixas e ao Presidente dos Estados Unidos que perdoe Julian”, disse aos jornalistas, à saída do tribunal.

A decisão desta quarta-feira é uma derrota para Assange, dias depois de uma vitória. Os tribunais britânicos rejeitaram entregar Assange aos norte-americanos, que o acusam de 18 crimes, incluindo espionagem, pelos quais pode ser condenado a 175 anos de prisão.

Julian Assange está há mais de oito anos privado da liberdade, primeiro escondido na embaixada do Equador em Londres e mais recentemente detido pelas autoridades britânicas.

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