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​Merkel pede aos refugiados respeito pela lei e valores alemães

01 abr, 2017 - 12:25

Chanceler elogia a abertura que demonstraram muitos alemães e incentiva os restantes a compreender os recém-chegados de outros lugares do mundo, com costumes, tradições e vidas familiares diferentes.

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A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu este sábado às centenas de milhares de refugiados acolhidos no seu país que respeitem as leis em vigor e os valores, destacando a tolerância e a liberdade religiosa e de expressão.

"Por um lado, esperamos dos refugiados que cumpram as nossas leis, que tenham curiosidade pelo país e que respeitem os nossos valores. Por outro lado, nós, como alemães, devemos também ser abertos", salientou a responsável política, na sua mensagem de vídeo semanal.

Nos últimos dois anos, a Alemanha recebeu cerca de 1,2 milhões de pessoas que pediram asilo.

A agenda da chanceler para a próxima semana reflecte a sua aposta no acolhimento, já que vai visitar um projecto de integração de pessoas que pediram asilo, em Colónia, terá uma reunião com organizações intervenientes no apoio aos refugiados e participará num encontro com voluntários.

Neste contexto, Angela Merkel elogia a abertura que demonstraram muitos alemães e incentiva os restantes a compreender os recém-chegados de outros lugares do mundo, com costumes, tradições e vidas familiares diferentes.

"Devemos entender [esta diferença] como uma oportunidade para aprender e saber mais", defendeu.

Depois de realçar os esforços realizados pelo país nos últimos dois anos perante a chegada de refugiados, a política reconheceu que foi necessário improvisar muito e pediu "um pouco de paciência".

Esta semana, em Berlim, foi desocupado o último dos polidesportivos que alojaram refugiados.

Muitos dos refugiados querem viver nas grandes cidades, onde a oferta de casas é mais limitada, mas a chanceler aconselha-os a irem para zonas rurais, que têm maior capacidade de acolhimento e integração.

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  • Paulo
    11 abr, 2017 Olhão 09:50
    " ... Muitos dos refugiados querem viver nas grandes cidades ... " e perto do centro. Não quero ser interpretado como sendo contra o apoio a desgraçados mas a verdade é que muitos são irrealistas e caprichosos. Vi uma reportagem em que refugiados na Suíça se recusavam a entrar num edifício onde seriam acolhidos pela razão do dito ser " longe do centro ". Que esperam muitos ao vir para a Europa? Apartamentos nas " Avenidas de Roma " europeias? A verdade é que muitos alimentam com profusão os "vídeos de ódio" no youtube reclamando para câmaras sobre problemas como a lentidão da internet ou facto da comida não ser halal (preparada segundo ritos islâmicos) ou o facto de os 300 euros que lhes dão por mês não chegar para muito e afins. Não proponho que vivam nas condições em que viviam os emigrantes portugueses nos arredores de Paris nos anos 60/70 (ou os primeiros emigrantes de leste em Portugal ou hoje os romenos e búlgaros que vêm trabalhar para o Alentejo) mas que pelo menos mostrem alguma compreensão para não dizer gratidão. Ou então que se lembrem das condições em que são recebidos quando se refugiam noutros países islâmicos . Compreendo um certo agastamento por parte de cada vez mais cidadãos do norte europeu. "Germany or nothing, I go back to my country" dizia categórico outro, para as câmaras.

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