Tempo
|
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
A+ / A-

Marcelo, preocupado com a economia, apela ao voto nas legislativas

05 out, 2019 - 20:13 • João Pedro Barros , Sofia Freitas Moreira

Presidente da República considera que os próximos quatro anos serão “decisivos” na vida de Portugal.

A+ / A-

O apelo ao voto parece “justo e mesmo urgente” a Marcelo Rebelo de Sousa, pelo que, na mensagem dirigida aos portugueses este sábado, a propósito das eleições legislativas, o Presidente da República não poupa nas palavras. “São quatro anos decisivos da vida de Portugal”, declara, evidenciando depois especial preocupação com a economia para justificar que o voto é ainda mais importante do que nas europeias de maio.

“Os sinais económicos e políticos preocupantes – no mundo e na Europa – são hoje mais claros do que em maio. O relacionamento imediato entre o Reino Unido e a União Europeia é hoje mais indefinido do que em maio. Os efeitos do ambiente internacional na nossa economia serão, certamente, importantes no período de quatro anos, aberto pelas eleições de amanhã”, nota.

Mensagem do Presidente da República a propósito da realização das Eleições Legislativas 2019
Excertos da mensagem do Presidente da República a propósito da realização das eleições legislativas de 2019. Imagem: Presidência da República

Marcelo faz depois uma espécie de caderno de encargos de desafios que cabem aos próximos Governo e Assembleia da República. A economia vem de novo ao de cima – “apostar em mais crescimento, em mais emprego, no combate à pobreza e às desigualdades entre pessoas, mas também entre setores litorais e interiores do Continente, e entre áreas deste e as regiões autónomas”, mas também a educação, saúde, segurança social e a ciência são referidas.

Os “efeitos negativos da quebra da natalidade e do envelhecimento das populações, das alterações climáticas e de crises vindas de fora” são outro desafio na agenda portuguesa, que contém, nos próximos quatro anos, a Conferência Mundial sobre os Oceanos, a presidência da União Europeia e cimeiras da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e Ibero-Americanas.

“Debate pré-eleitoral e eleitoral” foi “longo”

O Presidente da República faz um paralelismo entre a eleição deste domingo e as europeias, sublinhando que “a percentagem dos abstencionistas foi muito elevada” em maio. “Por maioria de razão”, o apelo para que os portugueses “não deixem de votar amanhã” é reforçado.

“Os portugueses têm a possibilidade de dispor de várias escolhas, que chegam a 21 nalguns círculos eleitorais. O longo período de debate pré-eleitoral e eleitoral permitiu que listas e candidatos se desdobrassem em iniciativas de apresentação ou de confronto de ideias. Múltiplas entrevistas e debates proporcionaram oportunidades de observação e de ponderação dos eleitores”, referiu.

“Todos fizeram o que se encontrava ao seu alcance para conquistarem o voto para as suas causas”, acrescenta Marcelo Rebelo de Sousa, que acentua que “não votar é entregar a outros uma decisão que é nossa”.

“Por convicção, por confiança, por rejeição, por realismo, por exclusão de partes – seja qual for a razão do vosso voto, não deixem de votar amanhã”, concluiu.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Abstencionista Milit
    06 out, 2019 Portugal 11:51
    Tretas, e conchavo com a Partidocracia existente. Se vivêssemos mesmo em Democracia, cidadãos independentes de Partidos podiam candidatar-se à AR, sem terem de o fazer sob a "capa paternalista" de um qualquer partido, onde serão tudo, menos independentes. Votaríamos em pessoas, não em Partidos, e elaboraríamos nós as listas de deputados à AR, e não os interiores dos Partidos onde reina o compadrio. O nosso representante seria anualmente escrutinado mesmo por meios eletrónicos sobre o cumprimento das promessas e da atividade realizada em plenário: se se verificasse que foi um inerte, que não cumpriu nada do que disse, que mostrou completa inaptidão para o cargo, seria pura e simplesmente substituído. Isto sim, era Democracia. Agora a farsa que temos e que o PR vem apoiar ... Um conchavo partidário onde todos estão já combinados para 7 de Outubro, onde a nossa decisão aproxima-se da nulidade, e as nossas escolhas são quase letra morta... Com o sistema atual, só servimos para dar um cunho de legalidade ao conchavo entre partidos, que assim podem dizer que "foram sufragados pelo Povo". E já agora, para receberem os tais 3,5€ por votante. Enquanto isto estiver assim, votar? Não, obrigado, penso pela minha cabeça, não "papo grupos", e não alinho em "golpadas". Quem achar que votando, faz a diferença, força. Eu espero pela alteração da Legislação Eleitoral e quando achar que realmente o meu voto conta, aí não falho uma. Até lá ...
  • Abstencionista
    05 out, 2019 Cá no Burgo 21:25
    O "afectos" em pose de Estadista a falar em desafios e combates, quando sabemos que quando tudo acabar mal, é sempre a populaça contribuinte que paga. Apela ao voto, num sistema viciado, em que os cidadãos independentes não se podem candidatar, a não ser debaixo da capa "providencial" dos partidos - e aí são "independentes", o tanas! - as listas de deputados são elaboradas pelos partidos consoante a obediência partidária ao cacique de ocasião, tudo já está combinado entre lideres para o dia 7 de Outubro e nenhum dos votantes, elegeu ou sabe quem é o seu representante, ninguém sabe a quem se pode queixar quando as coisas derem para o torto, ninguém tem palavra a dizer, a não ser dar um cunho de legalidade às negociatas que se fizeram longe dos olhares do Povão votando pela Partidocracia e não pela Democracia. E já agora dar 3,5€ por votante a cada partido que recebeu um voto... "Afectos", você acabou por se revelar mais um do Sistema. Foi assim quando traíu os professores, quando fechou os olhos ao atropelo à Lei da Greve no caso dos Camionistas e Enfermeiros, etc. Comigo perdeu o capital que tinha acumulado. E escusa de contar com o meu voto.

Destaques V+