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IVA Zero. Cabaz alimentar desce mais de 5 euros depois de dois meses a subir

30 nov, 2023 - 19:11 • Diogo Camilo

Na semana passada, o cabaz da DECO tinha atingido o valor mais elevado desde que a medida entrou em vigor. Brócolos são o produto que mais subiu de preço no último ano, esparguete e óleo alimentar tiveram as maiores subidas na última semana.

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O preço do cabaz de 41 alimentos com IVA Zero desceu esta semana, depois de dois meses consecutivos a subir.

O novo valor do cabaz, monitorizado pela DECO, está agora nos 136,77 euros, menos 5,15€ do que na semana passada. A 22 de novembro, este atingiu o valor mais elevado desde que a medida entrou em vigor, a 18 de abril, chegando aos 141,92€.

O valor do cabaz volta a estar agora abaixo do custo um dia antes de a isenção do imposto ser implementado - 138,77€, menos dois euros em comparação com o preço do cabaz desta semana.

Relativamente ao cabaz alimentar essencial, com 63 produtos, o preço do cabaz está agora nos 225,58€, cerca de 3,40€ mais caro do que estava há um mês e cerca de 6€ mais caro do que estava há um ano.

Em relação a 2022, as grandes subidas notam-se nos produtos de mercearia (mais 17,9%) e fruta e legumes (mais 8,8%), enquanto os outros produtos baixaram de preço, com destaque para os congelados (menos 8,5%) e o peixe e laticínios (ambos 3,7% mais baratos).

O produto que mais subiu desde que a isenção de IVA entrou em vigor são os brócolos. A 29 de novembro, um quilo custava 3,80€, mais 1,39 euros do que a 17 de abril.

Na laranja, a subida foi de 50 cêntimos por quilo (mais 37%), e no azeite virgem extra, de 2,46€ (mais 33%). Nesta quarta-feira, uma garrafa de 75 centilitros chegou aos 9,98 euros.

Na última semana, os produtos cujo preço mais aumentou foram a esparguete (mais 15 cêntimos, 16% de subida) e o óleo alimentar (subida de 8 cêntimos, mais 5%).

Em 2024, o óleo alimentar passará a estar sujeito à taxa intermédia do IVA, de 13 por cento. A medida está inscrita no Orçamento do Estado para 2024, que foi aprovado esta semana.

Já a isenção de IVA tem os dias contados para o final deste ano, passando a ser substituída por um reforço das prestações sociais para famílias com maiores dificuldades.

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