Tempo
|
A+ / A-

Ministra do Trabalho

Setor da economia social supera pela primeira vez os 300 mil trabalhadores

06 set, 2023 - 14:14 • Lusa

Setor é resiliente, está a fixar pessoas, a dar respostas e a desenvolver novas atividades, destaca ministra do Trabalho.

A+ / A-

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, realçou nesta quarta-feira o dinamismo da economia social, ao assinalar que o setor superou pela primeira vez os 300 mil trabalhadores, e sublinhou a resiliência e inclusão desta área.

"Os dados administrativos da Segurança Social (SS) mostram que, em 2020, a economia social ultrapassou pela primeira vez 300 mil trabalhadores declarados à SS. São números que vão além dos que aqui estão e ainda mostram mais esta grande capacidade de ser um enorme empregador em Portugal", afirmou a governante, que salientou também a evolução superior do Valor Acrescentado Bruto (VAB) neste setor em relação à economia nacional.

Numa intervenção na apresentação dos resultados da Conta Satélite da Economia Social 2019/2020, no Instituto Nacional de Estatística (INE), Ana Mendes Godinho lembrou que a "economia social não é uma utopia" e acentuou a sua "importância acrescida" pela disponibilização de respostas em territórios com menos população ou atividade económica.

"A economia social é resiliente. Em períodos críticos, a economia social consegue ter comportamentos completamente diferentes da economia global, como na pandemia foi capaz de manter e até criar emprego, num contexto em que estava a diminuir", referiu, acrescentando: "Está a fixar pessoas, a dar respostas e a desenvolver novas atividades, sendo determinante com o seu papel resiliente e de grande dinamizador dos territórios".

Além da resiliência e da capacidade para se ajustar às necessidades da sociedade, Ana Mendes Godinho chamou a atenção para o poder de inclusão de pessoas com alguma incapacidade para o trabalho e de promoção da igualdade de género, enquanto “exemplo de integração e participação ativa das mulheres no mercado de trabalho” em Portugal, mas apelando a ir mais longe em termos salariais e de cargos dirigentes.

“Temos de dar o salto do ponto de vista da igualdade salarial e de participação das mulheres nos lugares de topo, porque também é isso que faz a diferença. Estes resultados dão-nos o repto do que temos de mudar”, observou.

E continuou: “A evolução do emprego ou do VAB também implica a dimensão da igualdade da presença das mulheres no mercado de trabalho de uma forma transversal. Não só em número, mas também em termos de ‘gap’ salarial e de presença nos lugares de direção de topo, mas também para conseguir que os salários na economia social tenham uma aproximação à média da economia nacional. Esse é um dos grandes desafios que temos”.

Por último, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social apontou para as mudanças “nos desafios, nas exigências e nas responsabilidades” da economia social na construção de um “novo estado social, mais abrangente no seu investimento e na sua forma de intervenção”.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+