Tempo
|
A+ / A-

Inquilinos defendem "urgente reforço" do parque habitacional público

04 jan, 2023 - 06:22 • Hugo Monteiro

O presidente da Associação dos Inquilinos Lisbonenses alerta que sem uma resposta "a especulação e os preços elevados vão continuar”.

A+ / A-

O presidente da Associação dos Inquilinos Lisbonenses (AIL), Romão Lavadinho, defende um "urgente reforço" do parque habitacional público.

O apelo lançado em declarações à Renascença tem destinatário definido: a nova ministra da Habitação.

Para Romão Lavadinho, a estratégia a seguir pelo Ministério agora criado deve passar por “construir mais habitação para arrendamento acessível e recuperar património que está degradado e devoluto, colocando-o no mercado de arrendamento”.

O responsável da AIL lembra que há apenas 2% de parque habitacional público em Portugal, percentagem bastante inferior à da maioria dos países europeus. Ainda em setembro do ano passado, a nova ministra Marina Gonçalves, enquanto secretária de Estado da Habitação, definia como objetivo “aumentar o parque habitacional público de 2% para 5% nos próximos anos”, uma vez que, por exemplo, os Países Baixos “têm um parque habitacional público entre os 20% e os 30%".

“A nossa expetativa é que o novo Ministério da Habitação venha a resolver os problemas pendentes. Por exemplo: hoje, o valor das rendas é impossível de suportar e o valor de compra também é praticamente impossível”, sublinha, ainda, o presidente da AIL.

Romão Lavadinho destaca que, nesta altura, não há oferta para responder à procura no mercado de habitação. O Governo deve, por isso, tomar medidas urgentes, porque, “se não houver uma resposta, se os problemas não forem resolvidos, a especulação e os preços elevados vão continuar”.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+