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Rendas sobem 9% em novembro

29 nov, 2022 - 13:43 • Sandra Afonso

Lisboa continua a apresentar os valores mais caros, mas este mês destaca-se também Évora, onde as rendas subiram mais de 110% e passou a ser o terceiro distrito mais caro depois de Porto e da capital.

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O valor das rendas subiu 9% em novembro. É o segundo maior aumento do ano, segundo os dados do portal imobiliário imovirtual, que reúne anúncio de venda e arrendamento.

De outubro para novembro, o valor da renda média subiu mais de 30%, para 1.371 euros. Num ano, aumentou 320 euros.

Lisboa continua a apresentar os valores mais caros, mas este mês destaca-se também Évora, onde as rendas subiram mais de 110% e passou a ser o terceiro distrito mais caro (1.234€) depois de Porto e da capital.

Segundo Diogo Lopes, Marketing Manager do Imovirtual, “podem existir vários fatores para tal, nomeadamente a universidade, mas também a descentralização para cidades do interior, sendo que Évora é relativamente central e perto da capital.”

Em Lisboa a renda média chega quase aos 2 mil euros, subiu 51,5% num mês. Também há aumentos significativos em Castelo Branco (+47%), Viseu (+46%) e Setúbal (+46%).

Mas foi em Bragança que a renda média registou o maior aumento mensal (+47,2%), subiu de 432€ para 636€.

Apesar da tendência de subida, há também distritos onde as rendas até baixaram, de outubro para novembro, com destaque para Beja (-30,6%), onde o valor médio desceu de 780€ para 541€, seguindo-se Vila Real (-11,9%) e Guarda (-10,3%).

Em comparação com igual período do ano passado, as rendas só baixaram na Guarda (-11,6%), em Portalegre (-4,7%) e em Vila Real (-4,3%).

Contas feitas, as rendas mais baratas encontram-se em Portalegre (410€), Guarda (434€) e Vila Real (487%). Évora (1.234€) fica em 3º lugar dos distritos mais caros, depois de Lisboa (1.963€) e Porto (1.229€), ultrapassando Setúbal (1.168€) e Madeira (1.150€).

Preços de venda estáveis

Mantem-se a tendência de estabilidade no preço médio de venda anunciado em outubro, com um aumento ligeiro face a setembro (+0,4%) para 407.076€. Em comparação com igual período de 2021, há um aumento de +10,8%, as casas estão cerca de 39 mil euros mais caras.

Castelo Branco (+2,3%), Santarém (2,1%) e Leiria (2%) são os distritos com o maior aumento médio. Pelo contrário, Évora (-3,2%) e Viseu (-2,1%) registam ligeiros decréscimos, mantendo-se a estabilidade nos preços.

Já na comparação homóloga, repetem-se os distritos com os maiores aumentos nos preços de venda: a Região Autónoma da Madeira (+23,6%, para 469.630€), Setúbal (+20,7%, para 380.346€), Santarém (+17,3%, para 200.556€) e Guarda (+16,5%, para 131.575€).

Os distritos com a maior descida no preço de venda são Évora (-3,2%) e Viseu (-2,1%). Mas os distritos mais baratos para comprar casas são Portalegre (115.535€), Castelo Branco (125.237€) e Guarda (131.575€).

Sem surpresa, os distritos mais caros para comprar casa são Lisboa (636.473€), Faro (577.296€) e Região Autónoma da Madeira (469.630€).

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