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Cereais. Portugal tem reservas para um mês, mas “não vai faltar pão na mesa”

30 mai, 2022 - 15:43 • Rosário Silva , Marta Grosso

Ministras da Agricultura e dos Assuntos Parlamentares participaram numa visita de campo pela Cooperativa Agrícola de Beja e Brinches, durante a qual puderam ver campos de trigo e de cevada, de ensaio de sequeiro e de regadio.

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Portugal tem reservas de cereais para um mês, garante a ministra da Agricultura. Apesar da curta margem, Maria do Céu Antunes garante que não vai haver qualquer rutura de abastecimento ao país.

“Neste momento, temos reservas para cerca de um mês em stock, mas os contratos que os nossos importadores têm garantem-nos que não há qualquer problema no abastecimento, porque os navios que estão a chegar e os que estão comprometidos garantem-nos que não há ruturas no abastecimento de cereais”, afirmou aos jornalistas nesta segunda-feira, durante a visita a vários campos de cereais no distrito de Beja.

A ministra explicou que “o abastecimento do trigo é feito a partir de França; do ponto de vista do milho, que importávamos cerca de 40% da Ucrânia, os importadores encontraram mercados alternativos”.

“A única coisa de diferente que infelizmente está a acontecer tem a ver com o preço, que é diferente. Ainda assim, acompanhamos este setor e acompanhamos semanalmente, junto dos importadores, para a todo o tempo podermos intervir e podermos ajudar a minimizar qualquer impacto que possa acontecer”, garantiu.

Num ano particularmente difícil para os agricultores por causa da seca, Maria do Céu Antunes garantiu aos portugueses que podem ficar descansados, tendo em conta que Portugal está a tomar medidas para aumentar a sua autonomia ao nível do consumo de 18% para 38%.

“Nós estamos a trabalhar nacionalmente para aumentar o nosso nível de autoprovisionamento. Não seremos auto-suficientes, mas queremos trabalhar com o setor para aumentar a nossa autonomia estratégica e isso significa chegarmos a cerca de 38%”, referiu.

O trabalho é feito também “ao nível da União Europeia” para “aumentarmos também essa nossa capacidade para garantirmos a autonomia estratégica da União Europeia”.

A garantia da ministra é corroborada pela associação nacional que representa os produtores de cerais em Portugal – a ANPOC.

“Apesar de a produção não ser nossa, vem importada essencialmente de França e não é expectável que França venha alguma vez a interromper o fornecimento do trigo panificável. Seguramente, não vai faltar pão na mesa dos portugueses”, garantiu o presidente da associação, José Palha, que esteve presente na visita de campo promovida nesta segunda-feira pela Cooperativa Agrícola de Beja e Brinches e na qual participaram, além da ministra da Agricultura, a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes.

As governantes visitaram campos de trigo e de cevada, campos de ensaio de sequeiro e de regadio.

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