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Combustíveis voltam a subir esta semana

09 mai, 2022 - 07:40 • Olímpia Mairos

A gasolina deverá aumentar 7 cêntimos, e o gasóleo 2 cêntimos.

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Abastecer a viatura esta segunda-feira volta a ficar mais caro. Há uma nova mexida no preço dos combustíveis e encher o depósito vai custar mais.

De acordo com as contas da imprensa económica, a gasolina deverá aumentar sete cêntimos e o gasóleo dois cêntimos. Uma subida que é justificada com a nova subida das cotações do Brent no Mar do Norte e a desvalorização do euro face ao dólar.

Os cálculos do Governo são feitos com a chamada “variação assumida com o efeito ISP”.

Na última semana entrou em vigor um desconto adicional do ISP de 14,2 cêntimos por litro de gasóleo e 15,5 por litro de gasolina e estes valores só voltarão a ser revistos no próximo mês.

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  • J M
    09 mai, 2022 Seixal 16:09
    O petróleo bruto, no dia 11 de julho de 2008, atingiu um máximo de 147,50 dólares por barril. Nesse mesmo dia, o preço da gasolina e do gasóleo cifrava-se, segundo os dados da DGEG, nos 1,525 euros e nos 1,428 euros por litro respetivamente. Dia 7 de março 2022. Petróleo bruto, 139,13 dólares por barril. Nesse dia o litro de gasolina 95 custava 1,917 euros e o gasóleo 1,812 euros por litro. O barril de petróleo mais caro em 2008 dava origem a combustíveis mais baratos do que em 2022. O ISP baixou, na semana passada quando o barril de petróleo estava a 113 dólares mas os combustíveis voltaram a aumentar esta semana. A desculpa esfarrapada é a subida da inflação, a queda do euro em relação ao dólar, a despesas com a logística. Resultado: A Galp Energia aumentou os lucros e obteve um resultado líquido de 155 milhões de euros no primeiro trimestre de 2022. Conclusão: O espólio continua, e o povo a ser roubado à descarada. Mas, está tudo bem para a ERSE, para a ASAE, que tem a função de controlar os preços de revenda e para o governo, que seria o que podia por um travão a este roubo no preço dos combustíveis, mas que continua a assobiar para o lado. Há sempre lugares no conselho de administração da GALP e da ERSE por preencher. Assim limita-se a reduzir o ISP em vez de intervir nos preços. São milhões que os agiotas estão a absorver em detrimento dos consumidores, receita essa que os portugueses vão ter de pagar disfarçadamente em outros impostos. Não há milagres, as receitas do estado não podem diminuir face à despesa orçamentada.

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