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Marcelo Rebelo de Sousa espera que subida de preços da energia não se prolongue e prejudique a economia

14 out, 2021 - 18:35 • Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que a Comissão Europeia "tem um pacote de medidas ou de sugestões" aos Estados-membros "para o curto prazo, até março, abril", acreditando que depois disso "os fatores que pesam hoje já não pesarão".

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O Presidente da República afirmou esta quinta-feira esperar que a atual subida de preços da energia não se prolongue para além de "março, abril" de 2022, prejudicando a recuperação económica.

Em resposta a questões dos jornalistas, no final de uma visita a uma escola secundária na Amadora, distrito de Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que a Comissão Europeia "tem um pacote de medidas ou de sugestões" aos Estados-membros "para o curto prazo, até março, abril", acreditando que depois disso "os fatores que pesam hoje já não pesarão".

"É de esperar ou é de desejar que a situação não se prolongue nos termos que existem hoje para além de março e abril, porque aí começaria a pesar ainda mais naquilo que todos desejamos, que é a recuperação do tempo perdido na economia na Europa e no mundo", acrescentou o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa enquadrou este assunto como um problema global e uma preocupação coletiva: "A questão dos combustíveis preocupa todos os partidos, preocupa Governo e oposições, em Portugal, na vizinha Espanha, na União Europeia e em múltiplos países do mundo, porque os fatores que estão a pesar no preço são em muitos casos comuns a vários países do mundo".

Segundo a economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), os preços da energia, cuja subida está a inquietar os investidores, deverão conhecer uma moderação "até ao final do primeiro trimestre de 2022".

"De momento, mesmo que no curto prazo os preços, durante os meses de inverno, o preços da energia continuem elevados, esperamos que desçam até ao final do primeiro trimestre do próximo ano e durante o segundo semestre", declarou Gita Gopinath, em entrevista à AFP, na quarta-feira.

Segundo Gopinath, "o grande risco" seria um inverno rigoroso que conduzisse a "cortes de energia muito maiores e cortes de energia com um efeito muito mais importante no mundo".

"O pior cenário era ter um inverno particularmente rigoroso no hemisfério norte, com uma procura de energia em alta. E isto, enquanto ao mesmo tempo, ainda não tínhamos resolvido o problema das perturbações das cadeias de produção", apontou.

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