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Vítor Constâncio defende novos limites para o défice e a dívida

30 jun, 2021 - 19:51 • Sandra Afonso

O vice-presidente do Conselho das Finanças Públicas diz que as regras orçamentais “não têm base científica”.

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O Ex vice-presidente do Banco Central Europeu deixou esta tarde fortes críticas às atuais regras orçamentais impostas por Bruxelas.

Em causa está o limite de 60% do PIB para a dívida pública e 3% para o défice orçamental. Com a pandemia estas regras estão para já suspensas, mas deverão regressar em 2023.

Segundo Vítor Constâncio, estes números estão ultrapassados e devem ser revistos.

“As regras orçamentais que temos não estão adequadas aos desafios atuais. Já não faziam sentido antes e muito menos agora. E o critério da dívida não faz sentido económico nenhum”, afirmou.

São declarações na Cimeira da Recuperação, esta tarde em Lisboa, onde Paul De Grauwe, vice-presidente do Conselho das Finanças Públicas, também criticou as regras orçamentais. O economista diz que “não têm base científica”, por isso os “objetivos numéricos falharam”.

Contudo, acrescentou, qualquer alteração deve manter ou subir o investimento público.

Estas declarações foram feitas na cimeira que marcou o encerramento da Presidência portuguesa da União Europeia, esta quarta-feira, em Lisboa.

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