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Empresários católicos dizem que a pressão e a competição no trabalho afectam a natalidade

25 mar, 2017 - 14:41

O stress, a competição e as questões económicas são razões apontadas por um terço dos jovens para não ter mais filhos, segundo um estudo feito pela Associação Cristã de Empresários e Gestores.

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Os jovens empresários católicos afirmam que o actual mundo laboral penaliza a natalidade em Portugal. O coordenador da Associação Cristã de Empresários e Gestores – a ACEGE Next, Luís Lobo Xavier, adianta ainda que existe uma maior injustiça salarial, mais stress e competição no trabalho em relação ao que acontecia com a geração anterior.

“A taxa de natalidade é baixa e tem muito a ver com o estilo de trabalho que temos”, acrescenta Luís Lobo Xavier. Para além disso, os jovens têm também cada vez mais dificuldade em acompanhar os seus filhos. “Um terço dos jovens com filhos sente que não os acompanha nas suas vidas”, conclui à Renascença Luis Lobo Xavier, antes do primeiro encontro da associação que decorre este sábado em Lisboa.

O stress, a competição e as questões económicas são razões apontadas por um terço dos jovens para não ter mais filhos. Essa é uma das conclusões dos resultados de um inquérito que envolveu 400 jovens licenciados entre os 20 e os 40 anos, com pelo menos um ano de experiência, e que é agora apresentado pela ACEGE.

A ACEGE Next tem por objectivo reunir os jovens empresários e futuros associados da AGECE. Este primeiro encontro tem como mote a liderança na felicidade e pretende discutir e aprofundar temas que preocupam os cristãos em contexto profissional. Cerca de 150 jovens vão assistir às Ted Talks que pretendem inspirar os empresários e gestores cristãos.

Já João Pedro Tavares, presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores, afirma que “os jovens consideram que não têm as mesmas oportunidades das gerações anteriores, que as empresas não tiram o partido das suas capacidades tanto quanto eles estariam capazes”. “Os jovens são capazes de dar muito mais do que têm dado”, adianta o presidente em declarações à Renascença.

Luís Lobo Xavier, coordenador da ACEGE Next, também tem a mesma percepção. “As pessoas sentem que são mais qualificadas, que têm melhor educação”, mas isso não se reflecte mais hipóteses de progressão.

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