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​China pode usar Base das Lajes, mas só para pesquisa científica, diz Costa

12 out, 2016 - 16:52

"O uso militar da base não está em cima da mesa", garante o primeiro-ministro.

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O primeiro-ministro português, António Costa, admitiu hoje em Macau que a base aérea das Lajes pode ser usada pela China se os Estados Unidos não renovarem o acordo de exclusividade, mas apenas para fins científicos e não militares.

"Temos um acordo com os Estados Unidos, e queremos continuar com esse acordo, mas respeitamos a decisão" dos norte-americanos, disse António Costa numa entrevista difundida hoje pela agência de informação financeira Bloomberg.

"A base nos Açores é muito importante em termos militares, mas também em termos de logística e tecnologia e pesquisa nas águas profundas e de alterações climáticas", disse António Costa.

Perante a insistência do jornalista da Bloomberg sobre a utilização da base aérea pela China, Costa admitiu: "Claro que é uma boa oportunidade para criar uma plataforma de pesquisa científica e estamos abertos a cooperação com todos os parceiros, incluindo a China".

O primeiro-ministro, na entrevista que concedeu à Bloomberg em Macau, vincou, no entanto, que "o uso militar da base não está em cima da mesa, o que está em cima da mesa é reutilizar a infra-estrutura para fins de pesquisa".

"Seria uma enorme pena não usar a infra-estrutura, e se não para fins militares, porque não para pesquisa científica", questionou o chefe do Executivo no final da entrevista.

Antes, já António Costa tinha garantido que Portugal não tem qualquer problema com os investimentos chineses, que classificou de muito positivos para a economia.

"Portugal tem sido sempre uma economia aberta, e o investimento chinês tem sido muito positivo, particularmente no sector financeiro, mas também na energia e noutros, por exemplo, o investimento chinês permitiu recapitalizar os nossos bancos", disse António Costa.

Sobre a banca, disse aliás que "no final do ano esperamos ultrapassar os problemas com os bancos" e ter "uma solução com crédito malparado".

Questionado sobre se está confortável com a diversidade de áreas em que o investimento da segunda maior economia do mundo tem estado a ser feito, António Costa disse sentir-se "bastante confortável" e exemplificou que também há investimento avultado de Espanha e Angola.

"Queremos uma economia aberta, queremos diversificar as fontes de investimento, e vemos isso como uma vantagem e não como uma desvantagem", vincou o chefe do Governo.

Questionado sobre as consequências da saída do Reino Unido da União Europeia, Costa disse estar "confiante de que as relações centenárias entre os dois países vão permanecer fortes".

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  • Carlos Sobvral
    13 out, 2016 Braga 18:58
    De facto este 1º ministro é a negação total da diplomacia e da defesa do Ocidente contra forças perigosas acentuam-se neste planeta terra.Numa altura em que na Russia sopram ventos de confrontação com a Nato e Estados Unidos e o resto do mundo que não estejam com eles,serão considerados inimigos.De que lado estará a China numa situação de conflito.Ainda hoje a media Rússa diz haver preparo para uma guerra mundial,falam na 3ª. Começam a poupar e armazenar alimentos e preparam refúgios nucleares. Com uma situação destas o 1º ministro de Portugal vai à China oferecer as Bases dos Açores, porta aviões natural para a defesa do ocidente e sul da Europa. Ou anda distraído ou quer ser cúmplice de um futuro negro para o mundo.O nosso aliado natural será os Estados Unidos, porque sabemos o que eles querem.Agora a China não sabemos o que eles querem e pensam.E pelo que temos visto estão sempre mais virados para a Russia do que para os Estados Unidos.Este 1º ministro é uma negação,só falta saber porque isto acontece agora e quais as razões.Será também influência dos parceiros da dita geringonça. E que diz o Presidente da República sobre esta actuação de um 1º ministro que a ele tudo perdoa.Isto é uma coisa muito séria e não pode ser um qualquer 1º ministro a tomar decisões sobre território Nacional, seja ele onde estiver.Não estamos à venda como situação fisica de uma Nação.Bancos pode os vender todos, agora o meu País, NÂO E NÂO. este
  • Toninho Marreco
    12 out, 2016 Aguiar da Beira 23:12
    Os chineses a fazerem investigação científica ...Só se for para investigar como se pode fazer guarda chuvas que dão para usar mais do que uma vez ou para investigar se será possível fazer esferográficas que escrevam ... Ou investigar como põr os portugueses todos a trabalharem para eles como escravos ... Sua Excelencia é um brincalhão ...
  • Fausto
    12 out, 2016 Lisboa 22:48
    Vistos gold para a base das lajes já.
  • Frederico
    12 out, 2016 Carvalho 21:24
    Todos sabemos que se há coisa que os chinocas são é confiáveis nos contratos... E todos também sabemos que há muito os chinocas estão interessados em fazer 'pesquisa científica' no Atlântico.... Peixinhos a morrer por causa da poluição e alterações climáticas estão no topo das preocupações do PC chinês, todos sabemos... não há como não aceitar as suas notinhas, as motivações são honestas, o seu governo é sério... porque não???????????????

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