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Direita acusa Governo de "grande assalto fiscal"

15 set, 2016 - 15:47

Novo imposto sobre patrimónia representa o falhanço das políticas do Governo, afirmam PSD e CDS.

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O PSD e o CDS acusam o Governo de estar a fazer um "grande assalto fiscal" aos portugueses. Exemplo disso é o novo imposto sobre património imobiliário que está em preparação.

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, é contundente nas críticas: as famílias estão a ser alvo de um “grande assalto fiscal” através de vários impostos.

Para a líder centrista, o novo imposto sobre património que está em preparação representa uma dupla tributação a imóveis que já pagam Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).

"É um imposto que está a tributar de novo algo que já era tributado através do IMI e que será duplamente tributado. Mostra o falhanço da política económica deste Governo, que não consegue fazer a economia crescer e arrecadar naturalmente mais impostos por via do crescimento e vai deitando mão a tudo o que pode", afirmou Assunção Cristas aos jornalistas depois de uma visita a uma escola em Queluz, concelho de Sintra.

A nova medida em preparação "vem em linha com o aumento de impostos que este Governo tem vindo a fazer. Neste ano, no primeiro semestre, vimos serem recolhidos mais 500 milhões euros de impostos, a receita fiscal aumentou 2,3% no primeiro semestre, e impostos que tocaram em todos, na classe média e tocaram também nas classes mais desfavorecidas", acusa a líder do CDS.

Assunção Cristas ressalva que é preciso conhecer em detalhe o novo imposto, nomeadamente, "quem é que atinge, quantos agregados familiares e se a casa morada de família está incluída", mas considerou que prossegue uma "austeridade 'à la esquerda'".

“Classe média castigada”

O vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, António Leitão Amaro, acusa o Governo de castigar a classe média com impostos e de afugentar o investimento.

“Estes aumentos de impostos têm duas consequências graves, preocupantes e incorrectas: castigam a classe média e agravam o afastamento dos investidores”, afirma o deputado social-democrata.

António Leitão Amaro acusa o Governo de ter um discurso de combate à austeridade, mas na prática o que acontece é “um aumento de impostos” e um “preço muito grande a pagar”.

“O país não progride, como os sinais que o Governo dá com medidas que vai deixando cair às gotas e que não se percebe exactamente o que é que vai acontecer no detalhe para que se possa comentar, mas têm um padrão comum de aumento de impostos que afasta investimento e castiga a classe média. Este caminho é errado”, conclui o vice-presidente da bancada parlamentar do PSD.

Bloco de Esquerda e PS anunciaram um princípio de acordo para a criação de um novo imposto com incidência em património imobiliário de elevado valor, estando em equação a possibilidade de aplicação a imóveis com avaliação superior a 500 mil euros.

Após este anúncio, o PCP, através do deputado comunista Paulo Sá, revelou que está a negociar com o Governo, no âmbito do Orçamento do Estado para 2017, uma proposta no sentido aplicar um novo imposto sobre património mobiliário e imobiliário de elevado valor.

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  • manuel
    16 set, 2016 porto 10:29
    este imposto e para manter as beneces da funcao publica
  • Zé das Coves
    16 set, 2016 Alverca 10:17
    Foi ministra no ultimo governo, só pode estar a gozar com o Povo Português !
  • maria martins
    16 set, 2016 Lisboa 09:56
    Esta Madame esquece o quanto deram cabo da classe média... agora toca-lhe a eles e é uma chatice......
  • maria
    16 set, 2016 Lx 07:21
    Pois é; concluo que os deputados da direita pafiana, afinal têm todos um património acima de um milhão de euros, (pobrezinhos), vão ser afectados. Só sabem defender o seu umbigo.
  • ZédoNabão
    16 set, 2016 Tomar 00:05
    Eh!... Esta Cristas&Passos, esquecem-se que acabaram com a verdadeira classe média quando lançaram cerca de 3 milhões de Portugueses para a miséria... em detrimento e beneficio dos ricaços cá do burgo!... É evidente que eles -os RICOS- têm que começar a pagar imposto como em qualquer País bem governado
  • Costa
    15 set, 2016 Amadora 22:47
    A direita CDS/PSD são pessoas sem vergonha, deviam estar bem caladinhos, com que então o atual governo faz um "assalto fiscal" e eles o que fizeram? Não foi um assalto aos pensionistas, reformados e a classe operária e trabalhadores deste país, roubando e acabando com a classe média? Protegeram todos o corruptos e querem continuar a fazê-lo, protegeram os ladrões dos banqueiros, permitindo que estes se apoderassem das economias e poupanças duma grande maioria dos Portugueses. Desapareçam de uma vez por todas, falando do qualquer João Almeida que quis ser presidente de "Os Belenenses" mas nem isso foi capaz de fazer e foi atempadamente corrido, este é apenas um dos muitos oportunistas que nada fizeram na vida.
  • tapa olhos
    15 set, 2016 Santarém 22:40
    Vêm alguns comentadores com toda a ignorância falar para aqui de rendimentos acima dos 500 mil euros quando o imposto é para ser aplicado a quem tenha imóveis acima desse valor portanto esses imóveis não dão rendimentos desse valor e muitos deles poderão dar apenas é prejuízo, se bem que seja justo fazer pagar mais a quem mais tem o certo é que espremer a vaca demais poderá resultar num mau negócio e o certo é que já estão mais impostos na forja para assegurarem os escassos aumentos que estão a anunciar dar, contas feitas será mais aquele que sairá do bolso do contribuinte do que aquele que receberá. No fim de 4 anos de vacas magras impostos pela troika devido ao descalabro em que o governo socialista de Sócrates deixou o país e quando agora já estávamos a recuperar vêm de novo agora com promessas de vacas gordas sem controlo aumentar regalias assim como impostos para iludir os mais desprecavidos, só espero é que não tenhamos que recomeçar tudo do zero novamente e de novo outros ficarão nos cornos do touro como os maus da fita.
  • Miguel Botelho
    15 set, 2016 Lisboa 22:01
    Esta direita, representada pelo CDS-PP, com deputados e deputadas, como João Almeida e Cecília Meireles, não convence a maioria dos portugueses.
  • sza
    15 set, 2016 a 21:47
    Cambada de analfabetos! Ide aprender a escrever!
  • Armindo Bento
    15 set, 2016 Almeirim 21:32
    Durante os últimos 4 anos, os que mais podiam eram pensionistas com pensões acima dos 1100 euros, funcionarios publicos que ganhassem mais de 1100 euros, trabalhadores do público e do privado que viram o seu IRS disparar, desempregados e os mais pobres dos pobres que recebem o CSI, RSI ou complementos de dependência. Os mesmos senhores que diziam estas barbaridades querem convencer o país que, agora, quem tem património imobiliário superior a 500 mil euros é da classe média.

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