O Papa Francisco referiu-se esta quarta-feira à situação no nordeste da Nigéria, “infelizmente ensanguentada pela tragédia terrorista”, que, no passado sábado causou a morte a mais de 100 camponeses.

“Que Deus os acolha na sua paz, conforte os seus familiares e converta o coração de quem comete tais horrores que ofendem gravemente o Seu nome”, disse o Santo Padre, no final da habitual catequese da quarta-feira.

Francisco assinalou ainda os 40 anos da morte de quatro missionárias, em El Salvador, raptadas, violadas e assassinadas por para-militares, a 2 de dezembro de 1980. Estas mulheres, que serviam as populações, “são um exemplo para todos se tornarem fiéis discípulos missionários”, concluiu o Papa.

A catequese desta quarta-feira foi dedicada à benção, como dimensão essencial da oração. “A esperança do mundo reside na bênção de Deus, que continua a amar-nos sempre”, disse o Papa. “Um pecador pode permanecer nos seus erros por muito tempo, mas Deus é paciente até ao fim, esperando que no final aquele coração se abra e mude”. Ou seja, “Deus é como um bom pai e como uma boa mãe, que nunca deixam de amar o seu filho, por mais que ele possa errar.”

Francisco lembrou as filas que, tantas vezes, se vêem à porta das cadeias, com gente à espera de entrar. “Não desistem de amar o seu filho, nem têm vergonha de o mostrar. Também nós, para Deus, somos mais importantes do que todos os pecados que possamos fazer”, comentou. Por isso, “a Deus que abençoa e nos ama, também nós devemos agradecer-lhe e abençoar o mundo todo. O mundo precisa de benção. Se todos fizéssemos isso, não existiriam guerras”, acrescentou.

Francisco criticou ainda os que costumam amaldiçoar tudo e todos, “isso faz mal ao mundo e a quem o faz”. Porque, “de um coração abençoado por Deus, não pode sair maldição. Que Senhor nos ensine a nunca amaldiçoar, mas a abençoar sempre”, concluiu