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Como é que se pode controlar o número de pessoas num areal tão extenso como o da Costa de Caparica? E quem vai fazer esse controlo? A solução pode passar por um aumento da área concessionada.

A ideia é apresentada à Renascença pelo presidente da Associação de Apoios de Praia Frente Urbana da Costa da Caparica. Acácio Bernardo diz que o que está definido com a capitania de Lisboa é os concessionários ocuparem apenas um terço do areal.

“Mas, se for ao contrário? Se nós ocuparmos dois terços da praia, conseguimos controlar a praia toda. Colocamos os chapéus e as espreguiçadeiras a uma distância razoável e assim procedemos ao distanciamento entre os banhistas”, sugere Acácio Bernardo.

O presidente da Associação de Apoios de Praia Frente Urbana da Costa da Caparica já tem, nesta altura, o esquema preparado para a próxima época balnear.

Na zona da Costa da Caparica, no concelho de Almada, seriam necessários 12 a 15 nadadores salvadores, mas o plano terá de ser adaptado ás novas circunstâncias.

“Nós já contratámos oito a 10 nadadores salvadores e, até ao arranque da época balnear, completamos o número exigido”, refere o presidente da Associação de Apoios de Praia Frente Urbana da Costa da Caparica, que reconhece que este vai ser um verão muito complicado.

Numa área de quatro quilómetros e meio há 11 concessionários que empregam, por ano, perto de 500 pessoas. Questionado pela Renascença sobre se uma das hipóteses para controlar o acesso às praias podia ser o encerramento dos parques de estacionamento, Acácio Bernardo diz que “isso seria rebentar com o pessoal todo. Mas não estou a ver aqui agentes suficientes para fiscalizarem o controlo do número de pessoas na praia”.

Cascais avalia abertura gradual das praias

Em Cascais, a câmara municipal está ainda a avaliar e a manter contactos com todos os intervenientes nesta área para tomar decisões.

Entrevistada pela Renascença, a vereadora com o pelouro do Ambiente, Joana Pinto Balsemão, diz que “há vários fatores que temos de ter em conta: ser cautelosos, ponderar uma abertura gradual e garantir que todos têm acesso igual à praia”.

Joana Pinto Balsemão garante que a reabertura das praias tem de ser feita em segurança e que, para além dos banhistas, há que ter em conta a atividade comercial, dos restaurantes e esplanadas e ainda as escolas de surf e de outros desportos.

Uma das ideias pode passar por “primeiro abrir para atividades desportivas para pessoas que não permaneçam muito tempo no areal e que não estejam em grupos grandes e depois para outra tipologia de atividades”, refere Joana Pinto Balsemão.

A vereadora da Câmara de Cascais tem ainda muitas dúvidas sobre como vai ser possível fiscalizar as novas regras de acesso à praia, “por exemplo a capitania de cascais tem a jurisdição de 77 quilómetros de área de costa e tem poucos meios, são 16 agentes, um chefe e um subchefe”.

Quanto às notícias que vão sendo conhecidas, Joana Pinto Balsemão critica o facto de a Câmara de Cascais não estar a ser ouvida sobre esta matéria. “Sei que nestas reuniões técnicas está a associação nacional de municípios, mas não reflete todas as especificidades do litoral”, afirma a vereadora.