O chefe da polícia de Minneapolis, Medaria Arradondo, disse esta segunda-feira em tribunal que o ex-agente Derek Chauvin “violou as regras” daquela força de segurança bem como o seu código de ética, que se rege pela “inviolabilidade da vida”, ao ter utilizado violência extrema na detenção de George Floyd, o que viria a resultar na morte do cidadão afro-americano de 46 anos.

“Temos um dever de auxílio e, portanto, quando alguém está sob a nossa custódia, independentemente de ser um suspeito, temos uma obrigação de assegurar assistência", disse Medaria Arradondo ao júri na sessão desta segunda-feira do julgamento de Derek Chauvin, acusado pelo homicídio de George Floyd.

O chefe da polícia de Minneapolis disse ter ficado “alarmado” quando, horas após a detenção, viu pela primeira vez um vídeo mostrando o agente ajoelhado sobre o pescoço George Floyd.

"Assim que o senhor Floyd parou de oferecer resistência, e seguramente assim que começou a ficar em dificuldades e a tentar verbalizar isso, aquilo devia ter parado", sublinhou.

George Floyd foi assassinado em Minneapolis, no dia 25 de maio de 2020, por Derek Chauvin, um agente da polícia, na sequência de uma detenção violenta motivada pela suposta tentativa por parte da vítima de utilizar uma nota falsa de 20 dólares para pagar uma despesa num supermercado.