A primeira-ministra Theresa May vai formalizar esta terça-feira o pedido de adiamento do Brexit, cuja data oficial é 29 de março.

O pedido deve chegar ainda esta terça, ou então na quarta-feira, às mãos do presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

A dúvida está agora no conteúdo do pedido de May, uma vez que algumas fontes indicam que o Governo vai solicitar um adiamento até ao dia 30 de junho, mas com uma provisão que permite alargar o adiamento por mais dois anos.

Theresa May tem sido incapaz de fazer aprovar um acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia e o adiamento surge precisamente para evitar uma saída sem acordo.

Esta terça-feira Donald Tusk também falou aos jornalistas, depois de uma reunião com o primeiro-ministro da Irlanda, em Dublin, afirmando que a União Europeia está absolutamente unida em relação ao Brexit.

O presidente do Conselho disse ainda que na reunião tinha-se discutido a possibilidade de haver um Brexit sem acordo.

Depois de recebidpo por Tusk, o pedido do Reino Unido tem de ser aceite por todos os estados membros da União Europeia. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse esta terça-feira que Portugal está disponível para dar luz verde.

"Agora as questões estão nas mãos dos líderes europeus. Na quinta-feira o chefe de Estado e do Governo debruçar-se-ão sobre esse tema, e esperamos que até lá o Reino Unido possa apresentar uma proposta, porque agora as coisas estão do lado britânico", disse.

"Se o Reino Unido entender pedir um adiamento da saída tem de fazer o pedido e esse pedido tem de ser aceite pela unanimidade dos países membros. Portugal já disse que está disponível para o aceitar, seja o adiamento técnico, até 30 de junho, seja um adiamento mais longo", disse o ministro, no final de uma reunião da Concertação Social.

[Notícia atualizada às 14h29]

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