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Nova mesquita. Câmara de Lisboa aguarda publicação em DR para avançar com projecto

28 mar, 2017 - 13:03

Autarquia aguarda publicação de declaração de utilidade pública para deitar abaixo alguns prédios na zona da Mouraria.

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A Câmara de Lisboa está a aguardar a publicação em Diário da República da declaração de utilidade pública dos prédios que expropriou na Mouraria para avançar com a requalificação da zona, projecto que prevê a construção de uma mesquita.

"O processo está a seguir a tramitação legalmente prevista, aguardando-se neste momento a publicação em Diário da República da declaração de utilidade pública", refere a autarquia em resposta escrita enviada esta terça-feira à agência Lusa.

Em causa está o processo de expropriação por interesse público que Câmara de Lisboa iniciou no final de 2015 para deitar abaixo alguns prédios na zona da Mouraria, no âmbito de uma requalificação das ruas da Palma e do Benformoso, que prevê a criação de uma praça coberta, um jardim e uma nova mesquita para a comunidade muçulmana.

A mesquita envolve um investimento do município de cerca de três milhões de euros: 1,4 milhões para indemnizações relacionadas com as expropriações e 1,5 milhões para a construção em si.

Caberá à comunidade muçulmana fazer os acabamentos.

A expropriação tem vindo a ser contestada por António Barroso, proprietário de dois dos prédios abrangidos, localizados na Rua do Benformoso, por não concordar com a indemnização fixada pelo Tribunal da Comarca de Lisboa relativa aos edifícios que recuperou e que aluga para serviços e turismo - 129,5 mil euros por um e 484,2 mil euros por outro, segundo fonte ligada ao processo.

Versões diferentes

Na resposta enviada à Lusa, o município assegura que "decorreram vários contactos com o senhor António Barroso".

Recordando que em Maio do ano passado – altura da expropriação – o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (PS), se mostrou disponível para "consensualizar uma solução", a autarquia refere que o autarca se chegou a reunir com o proprietário.

Nesse encontro, "foram apresentadas várias propostas, nomeadamente a possibilidade de, em vez de dinheiro, receber um imóvel", adianta o município, sem especificar.

Contactado pela Lusa, António Barroso apresentou uma versão diferente. "São mentirosos compulsivos, nunca fizeram propostas desse género", disse.

O proprietário acrescentou que estaria disponível para acordar a cedência de um espaço em vez da indemnização fixada: "Prefiro um imóvel a pagarem-me uma indemnização miserável, da qual só ficaria com cerca de 200 mil euros [dados os custos associados ao processo], que não dão para comprar um prédio na zona".

António Barroso chegou a interpor uma providência cautelar para travar a expropriação, mas a autarquia recorreu e o processo continuou.

Entretanto, o proprietário está a recorrer do valor fixado pelo tribunal para as indemnizações. "Estou numa situação miserável e a ficar sem recursos. Além disso, estou doente e não vejo solução para isto", lamentou.

Apesar de não apontar um "valor justo" para as indemnizações, falou num montante superior a um milhão de euros, tendo em conta que vai "perder a casa e o negócio", além das receitas com as fracções alugadas.

O projecto "Praça-Mouraria" voltou a ser apreciado em reunião camarária em Outubro de 2015 depois de ter sido aprovado três anos antes.

A proposta mais recente, que foi aprovada por unanimidade, estimava que o projecto de execução se iniciaria em Novembro de 2015 e as obras em maio do ano seguinte, de forma a concluir a intervenção em Abril de 2017, mas nada avançou.

Questionada pela Lusa se a obra se iniciaria ainda este mandato, a autarquia escusou-se a responder.

Comentários
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  • António Justo
    22 ago, 2018 Branca 22:12
    O socialismo e a maçonaria farão tudo por tudo para promover o islão porque é uma religião política que tem filosofia semelhante à sua. Este é mais um instrumento de marxistização da cultura europeia que se quer anticristã. Países muçulmanos como Arábia Saudita financiam anualmente com muitos milhões a construcção de mesquitas em países cristãos. O dinheiro compra tudo. Esta é a melhor fase para na Mouraria se começar a re-reconquista contra a obra de D. Afonso Henriques.
  • mais um
    31 mar, 2018 londres 09:54
    Eu sou um daqueles q para sobreviver teve sair do meu País para pider ter trabalho. Convidado a sair por mais um politico geneticamente doente por fama, poder e vaidade. A minha visao do mundo mudou muito. Onde o coração aceita as diferenças e todos os humanos iguais, outros nao pensam assim. O racismo nao e dos ingleses e sim dos muculmanos. Eles nao estao aqui para se integrar na sociedade eles estao aqui para suplantar tudo e todos atraves da natalidade absurda deles. Onde um existe a trabalhar rapidamente sao todos mufulmanos. Tudo serve para acusar outros de racismo. A verdade nao existe apenas duas formas de contar a historia, muito perigoso pessoas q olham para nós como inferiores, cospem para o chao por onde nós passamos. A vida é para todos, as fronteiras existem através de muito sangue derramado para todos nós podermos viver tranquilos. Misturar pessoas apenas para ir buscar mao de obra barata e investimento financeiro ao construiepr uma mesquita é muito perigoso pois o q vem é bem mais do q isso. Peco a todos q nao permitam tal coisa pois políticos sao pessoas doentes e fazem tudo para ficar bem com as pessoas q lhes interessa. Nos temos a nossa heranca sim mas evoluímos para mais q isso,.nao estagnamos no tempo. Nos aceitamos o respeito para com a mulher e filhos, isso levou muito tempo a existir, sexo na familia nao e permitido pois cria geneticas doentes e obsessivas no minimo., pedofilia nao e aceite.. Todos temos direito à vida mas eles nao estão preparados
  • Martim Moniz
    29 ago, 2017 Lisboa 00:23
    Pouco a pouco eles la vai fazendo o que querem. E perdi eu a cabeça para que os Socialistas viessem deixa-los instalaram-se de novo. Lisboa não é Londres nem Paris, e não o tem de ser! #reconquistafalhoucomoPS
  • Savanah
    03 abr, 2017 20:49
    Eu realmente acho estranho! qual é a utilidade pública deste projeto? Vao beneficiar apenas uma religião, com dinheiro público, dinheiro vindo dos tributos pagos pelos portugueses? Acho muito questionável! Juridicamente questionável!
  • Maria
    29 mar, 2017 Santarém 17:35
    Sim, continuem a criar-lhes boas condições! Mas afinal, quem paga tudo isto, são os Árabes ou são os Portugueses? O "outro" também dizia que os Portugueses aguentam... Só espero que num futuro próximo não passem a perseguir os católicos. É que essa gente tem sempre muitooooos direitos e os deveres de se integrarem na sociedade e costumes do país de acolhimento, isso não é para respeitar... Veremos como estaremos daqui a uns anos...
  • Lufra
    29 mar, 2017 Lx 15:15
    Só devia ser permitido haver uma mesquita em Lisboa quando houver igrejas nos paises árabes.
  • João
    28 mar, 2017 Lisboa 22:01
    Por que raio têm os portugueses de pagar uma mesquita? Será que não respeito por estes canalhas pela nossa História? Imagino a gritaria e histeria se fosse em vez de uma mesquita, uma igreja! Eram todos estes pulhas que nos desgovernam a berrar que nem cabras! Haja vergonha na cara, não se pode estacionar em Lisboa em terra, somos multados por não pagarmos à emel, mas pode-se construir um templo que nada nos diz, é contra a nossa cultura e até para quem pratica religião, pois por mais que não queiram as nossas bases civilizacionais são judaico-cristãs! Estes monstros querem acobertar gentalha que nada tem para fazer aqui. Estão a estremar ódios e criar complicações no futuro. Os portugueses andam anestesiados, caso contrário estes traidores eram corridos a pontapé! Utilidade pública? Uma mesquita? O homem deve estar alucinado!
  • Maria
    28 mar, 2017 Braga 16:53
    Para quê mais uma mesquita. Devem-se preservar ao edifícios numa zona histórica. Somos um país de raiz cristã e a religião muçulmana só pretende eliminar essa raiz cristã. Não concordo com mais mesquitas.
  • Marin Moniz
    28 mar, 2017 lisboa 16:28
    Onde o Martin Moniz deu a vida estes traidores vão sujar a sua memória!!... onde está o povo?? recordo que em assembleia todos os partidos concordaram. Nas eleições ninguém se esqueça que se votarem nestes partido ligados a este sistema corrupto e caduco, estão a votar em traidores da nossa pátria mãe!!!
  • Carlos Silva
    28 mar, 2017 Amora - Seixal 16:15
    Apoiado! A Mesquita tem todo o sentido estar na Mouraria, que foi território de mouros, antes da Afonso Henriques ter corrido com eles. Demonstra que somos um povo que respeita o seu passado!