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Entrevista Renascença/"Público"

Diogo Lacerda Machado: "Estou à disposição para prolongar contrato" com o Estado

29 dez, 2016 - 00:00 • Raquel Abecasis (Renascença) e Vítor Costa (Público)

Contrato que nasceu depois de uma polémica já levou o negociador a envolver-se em três dossiês importantes: TAP, BPI e lesados do BES.

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É "ínfimo" o risco de os contribuintes pagarem solução do BES
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Entrevista a Diogo Lacerda Machado:


Diogo Lacerda Machado diz estar à disposição do seu amigo António Costa para prolongar o contrato de prestação de serviços que tem com o Estado, através do Gabinete do Primeiro- Ministro desde 15 de Abril e que termina no próximo sábado.

“[Continuo] à disposição do primeiro-ministro que, como ele próprio disse, é o meu melhor amigo”, esclarece o advogado, adiantando que essa amizade é recíproca. “Estou à disposição dele há 35 anos. A nossa amizade tem raízes muitíssimo profundas, de enormíssimo respeito, e, portanto, enquanto puder farei para o meu melhor amigo aquilo que ele pedir e que entenda que eu possa ser útil”.

Diogo Lacerda Machado, que foi secretário de Estado da Justiça tendo António Costa como seu ministro e António Guterres como primeiro-ministro, não revela se o contrato vai ser, ou não, renovado. Mas reforça a sua disponibilidade. “Se o gabinete do senhor primeiro-ministro entender que deve prolongar [o contrato], estou completamente disponível para o fazer”. Mas não sabe se essa renovação vai acontecer? “Não me falaram nisso ainda”, admitindo, no entanto, não crer “que seja um problema”.

A ligação de Diogo Lacerda Machado ao actual Governo criou polémica quando se soube que o advogado estava a ajudar o seu amigo António Costa nalguns dossiês, sem que houvesse uma relação contratual com o Gabinete do Primeiro-Ministro. O contrato acabaria por ser feito, ficando o advogado a prestar serviços de consultadoria estratégica e jurídica a troco de 2000 euros mensais acrescidos de IVA.

Entre os vários dossiês que Lacerda Machado teve em mãos, destaca-se a renegociação da privatização da TAP, que permitiu ao Estado recuperar parte da posição na empresa, ficando com 50% do capital; a mediação entre accionistas angolanos e espanhóis no BPI; e a negociação para encontrar uma solução para os lesados do Grupo Espírito Santo/Banco Espírito Santo.

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