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Confusão no Metro de Lisboa deveu-se a número invulgar de utentes, diz ministro

09 nov, 2016 - 14:12

"Entre as 8h20 e 09h20 a estação da Alameda teve um número invulgar de passageiros, como teria e tem quando há jogos de futebol em Alvalade ou Luz”, defende Matos Fernandes.

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Web Summit. Manhã complicada na linha vermelha do Metro
Web Summit. Manhã complicada na linha vermelha do Metro

O ministro do Ambiente desvaloriza a situação de forte afluência de passageiros no Metro de Lisboa na terça-feira, devido à Web Summit, dizendo que o número de invulgar é semelhante a de um dia de futebol nos estádios lisboetas.

“Parecem-me absolutamente excessivas as notícias de ontem relativamente ao funcionamento da estação de Alameda a caminho do Web Summit”, na estação do Oriente, disse João Matos Fernandes, numa comissão parlamentar conjunta, das Finanças e do Ambiente, sobre o Orçamento do Estado de 2017.

Questionado sobre a a situação na linha vermelha do Metro de Lisboa nos primeiros dias da conferência internacional sobre tecnologia, que decorre até quinta-feira, o ministro referiu se tratou de 50 mil pessoas, o que é semelhante a alturas de jogo de futebol nos estádios de Alvalade ou da Luz, ambos localizados perto de uma estação.

“Quando um senhor chamado Mark Zuckerberg [uma gafe do ministro, já que o fundador do Facebook não esteve na Web Summit de Lisboa] vai fazer uma intervenção às nove e meia no Parque das Nações, é normal que isso arraste dezenas de milhares de pessoas”, defendeu.

Por isso, “sim, entre as 8h20 e 09h20 a estação da Alameda teve um número invulgar de passageiros, como teria e tem quando há jogos de futebol em Alvalade ou Luz”, reforçou João Matos Fernandes.

“Custa-me bastante porque estou a mexer com a vida de pessoas, [com a necessidade de encerrar a estação de Arroios], que não se fez de ânimo leve, mas é a única forma de termos seis carruagens em toda a linha verde e termos maior oferta de transporte”, explicou.

As linhas verde e vermelha encontram-se na estação da Alameda.

O governante referiu ainda que a linha vermelha não permite, por razões de engenharia e de exploração, que a cadência média seja inferior a seis minutos e cinco segundos.

“O que aconteceu ontem [terça-feira] ao longo de todo o dia foi que a cadência média foi de seis minutos e 15 segundos, ou seja, estivemos pertíssimo, com enorme disponibilidade dos trabalhadores de Metro de Lisboa”, disse João Matos Fernandes.

“O que aconteceu foi o que conseguimos”, salientou.

Ainda acerca das obras da estação de Arroios, defendeu que “não há forma de começar a obra antes do próximo verão” já que é necessário seguir os trâmites exigidos pelo lançamento de concurso.

O mesmo é válido, segundo o governante, para as obras necessárias para resolver as infiltrações de Olivais ou de circulação no Colégio Militar.

Recordou que o Metro terá um crescimento do investimento superior a 14 milhões de euros, ou seja, 47%, essencialmente destinados a manutenção.

Na sua intervenção inicial, o ministro explicou que o orçamento do Metro de Lisboa varia pouco em relação a 2016, “o que esconde uma redução de juros de 29 milhões de euros e objectivamente o Metro terá mais 30 milhões de euros para investir em composições e em pessoal”.

Comentários
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  • José Oliveira
    06 dez, 2016 Algés 17:51
    E se o ministro passasse a andar de metro em vez de carro com motorista?! É o que se faz em muitos países civilizados. E seria uma boa forma de perceber a situação em vez de mandar bitaites!
  • Maria
    09 nov, 2016 Lisboa 16:13
    Os outros dias não interessa, os investidores não estão não andamos de metro. 🤓
  • tuga
    09 nov, 2016 tugal 14:54
    e nos outros dias qual é a desculpa ó xõ menistro?

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