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Bloco e Governo criam novo imposto sobre imobiliário

15 set, 2016 - 00:03 • Susana Madureira Martins

Famílias de classe média e prédios industriais ficam de fora do novo imposto que será criado no âmbito do Orçamento de 2017.

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O Bloco de Esquerda e o Governo acordaram a criação de um novo imposto sobre o património imobiliário, que existirá em paralelo com o IMI.

O acordo foi alcançado no âmbito do grupo de trabalho da fiscalidade, um dos grupos criados pelo acordo assinado entre o PS e o Bloco de Esquerda, que garante apoio ao Governo.

Este novo imposto – que será criado no âmbito do Orçamento do Estado para 2017 – vai incidir sobre o património global e, segundo fonte do Bloco de Esquerda avançou à Renascença, é uma medida de “justiça fiscal” que só vai incidir sobre quem tem patrimónios elevados.

Como se trata de um imposto sobre o património global, vai, como a própria designação indica, englobar todo o património de cada contribuinte. Além disso, será progressivo, ou seja, a taxa a aplicar vai aumentando em função do valor do património.

De fora deste novo imposto ficam, de acordo com fontes da negociação, as moradas de família da classe média e os prédios industriais.

Os patrimónios abaixo de 500 mil euros não deverão ser taxados.

A expectativa é que este novo imposto permita encaixar entre 100 e 200 milhões de euros.

Comentários
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  • viva o xuxialismo!
    16 set, 2016 Santarém 22:12
    Tanto folclore da troika governativa com benesses para todos afinal dão-nos tostões e levam-nos milhões, ainda há bem pouco tempo aumentaram impostos já falam em nova remessa; promoções governativas, leva 10 paga 20 e quem diria que PCP e BE estariam assim tão predispostos para engolir tantos sapos!.
  • cubano
    15 set, 2016 Coimbra 14:43
    Os neo-comunistas no seu melhor. a continuar assim estamos como a Venuzuela
  • antónio correia
    15 set, 2016 silves 13:57
    Outra coisa não era de esperar,estamos feitos ao bife.
  • Investidor Livre
    15 set, 2016 Lisboa 12:45
    Sr Nunes Antonio, ainda bem que o governo ganha o seu voto. Já o senhor, com o seu pensamento á ditador, nunca ganharia o meu. Acha correcto (ou até mentalmente sao) determinar onde devem ou nao as pessoas investir o seu proprio capital?!!! Note que nao se está a discutir o SEU dinheiro mas sim o de cada um. Tomara que nunca se reproduza quanto mais constituir governo do que quer que seja!
  • 15 set, 2016 11:59
    Temos um governo de ladroes ! E entao este governo de ladroes parece que prefere dar preferencia a quem nao tira licenca de caca ! Quando os ministros comem caca devem ter preferencia por caca roubada !
  • Armindo Gonçalves da
    15 set, 2016 Alcoiyão - Alcabideche 11:17
    A Biblia diz que dai a Cesar o que é de Cesar . Tudo bem na separação de poder mas; o Cesar nos dias que correm é um autentico ladrão, dai não valer a pena votar seja em quem quer que se vote. Não vale a pena falar mais em assuntos desta natureza.
  • radar
    15 set, 2016 Porto 11:17
    Não percebo nada desta medida. Só paga este imposto quem for deficiente mental... É só passar o património para o nome dos filhos ou dos netos... E no caso de não ter família é criar duas ou três empresas e passar o património para o nome das empresas. Só se for para atingir a Igreja .... Os as Câmaras municipais .... essas é que tem muito património em seu nome ? Mas que é esquisito é.
  • Fausto
    15 set, 2016 lisboa 11:15
    Há aqui malta a reclamar deste imposto vocês acreditam mesmo quem tem património acima dos 500 mil euros está preocupado se paga mais mil ou menos mil na maioria dos casos nem sabem o que pagam, não façam figuras tristes.
  • José
    15 set, 2016 Braga 11:11
    Mais um novo imposto. E o património dos partidos políticos continuam isentos????????????????????
  • Nunes Antonio
    15 set, 2016 Lisboa 11:11
    Excelente medida!!! Já ganharam o meu voto para as próxima eleições!!! Quem tem um património de 500.000 EUR pode bem pagar mais um imposto. E sr.Nuno, quem tem casas arrendadas não dinamiza a economia, quem dinamiza a economia são as empresas, é quem produz. Um senhorio é uma espécie de parasita que nada acrescenta à economia. Querem dinamizar, invistam em empresas (para obterem lucros) e não em arrendamentos (para obterem rendas)... Aí sim, há risco e dinamismo a sério!