Tempo
|
A+ / A-

Estivadores dizem que despedimento colectivo é "terrorismo psicológico"

24 mai, 2016 - 09:35

A Administração do Porto de Lisboa justifica a medida com a redução da actividade, devido à prolongada greve dos trabalhadores do sector.

A+ / A-
Greve dos estivadores. Operadores retiram contentores com escolta da PSP
Greve dos estivadores. Operadores retiram contentores com escolta da PSP

O presidente do Sindicato dos Estivadores classificou de "terrorismo psicológico" e "atentado ao Estado de direito" o anúncio de um despedimento colectivo e a presença da PSP no porto de Lisboa, para acompanhar retirada de contentores retidos.

António Mariano reagia assim, em declarações esta terça-feira à agência Lusa, ao anúncio pelos operadores do Porto de Lisboa de que vão avançar com um despedimento colectivo por redução de actividade, e à presença de uma equipa da PSP esta terça-feira de manhã na zona de Alcântara, numa medida de prevenção para a retirada de contentores retidos há cerca de um mês, quando começou a greve dos estivadores.

"Temos aqui o terminal de Alcântara rodeado de Polícia de Intervenção a colocar dentro do terminal fura greves, trabalhadores dessa empresa [Porlis], sem que os estivadores tivessem sido colocados, pois não foram pedidos serviços mínimos para aqui", declarou.

Segundo António Mariano, já não é só o direito à greve que está em causa, mas o "estado de direito".

"A partir de hoje, não é só o direito à greve que está em causa, mas o Estado de direito. Numa situação de greve, chega-se com a Policia de Intervenção, viola-se o direito à greve e retira-se daqui os matérias que nós não movimentamos porque não estão cobertos pelos serviços mínimos", sublinhou António Mariano.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Pinto
    24 mai, 2016 Custoias 21:53
    Então nós descontamos para essa gente da polícia levar o salário ao fim do mês e estão a fazer o quê? Já se esqueceram dos secos e molhados? Estão em afronta com quem neste momento está a reivindicar segurança laboral e descongelamento do contrato colectivo. Esquecem-se que a maioria dos cidadãos têm salário mínimo nacional de 530.00€ descontam para que tenham o vosso salários ao fim do mês que é sempre de 1000.00€ para cima?
  • Joao
    24 mai, 2016 lx 14:59
    Esta conversa de que um trabalhador recebe 14 meses e só trabalha 11 meses é surrealista. O que interessa é quanto o trabalhar recebe por ano.
  • AP
    24 mai, 2016 Portugal 14:56
    para o JOSE MARTINS das 10:00 e para quem comenta: alguém já leu os motivos da greve?
  • João Sem Paciencia
    24 mai, 2016 Lx 14:55
    E a greve o que é, terrorismo físico?
  • AP
    24 mai, 2016 Portugal 14:55
    ali para o CD: dinâmico com salários miseráveis e prémios chorudos para accionistas. depois vemos notícias que dizem que x por cento da população detém y por cento do capital, que o abismo entre ricos e pobres nunca foi tão grande, etc etc etc
  • CD
    24 mai, 2016 Sintra 11:26
    A culpa é dos Patrões, não aceitem sindicalizados e ponto final. Mais, o nosso sistema favorece e muito o empregado, ora vejam: 1 Ano tem, atenção, 12 Meses, O empregado trabalha 11 Meses e recebe 14 Meses!!!, onde está a justiça social? Mais uma vez o Patrão é o culpado e o mau da fita... Devia-se introduzir o sistema Americano, o ano tem 12 meses, trabalhas 11 meses, recebes 11 meses, trabalhas 12 e recebes 12, e por aí fora, os despedimentos são na hora, o que torna o mercado extremamente dinâmico.
  • PJ
    24 mai, 2016 Covilhã 11:24
    Por muita razão que tenham na sua luta, podiam ambas as partes ter chegado a um COMPROMISSO à muito tempo. Foram ambos extremistas, quando deviam ter alcançado um meio termo. Todos nós perdemos. :-(
  • Rogerio
    24 mai, 2016 Setubal 11:10
    Realmente é o estado de direito que está em causa.Ando á quatro anos a ser sacrificado com impostos e mais impostos para esta corja andar a dar cabo disto.
  • figueiredo
    24 mai, 2016 cacia 11:09
    Estes srs. Ganham o que ganham e ainda dão conta da economia do país.Não querem trabalhar?Dão lugar a outros.O sindicato não é mais que uma associação de malandrecos.
  • A.R
    24 mai, 2016 Lisboa 10:11
    Pergunto! e prejudicar a economia do País ? não será terrorismo económico?....

Destaques V+