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Papa alerta para o “analfabetismo espiritual” da sociedade actual

15 mai, 2016 - 12:44

Francisco falou sobre “a solidão interior que sentimos mesmo no meio da multidão” e lembrou que a esta se contrapõe a nossa “vocação primordial” de filhos. O Papa disse também que o trabalho dos missionários é mais necessário do que nunca.

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O Papa alertou este domingo para o “analfabetismo espiritual” da sociedade actual. Na homilia da missa que marca a Solenidade do Pentecostes, Francisco deu exemplos da condição de órfãos a que os homens e mulheres estão votados.

"No nosso tempo, também se constatam vários sinais desta nossa condição de órfãos: a solidão interior que sentimos mesmo no meio da multidão e que, às vezes, pode tornar-se tristeza existencial; a nossa suposta autonomia de Deus, que aparece acompanhada por uma certa nostalgia da sua proximidade; o analfabetismo espiritual generalizado que nos deixa incapazes de rezar; a dificuldade em sentir como verdadeira e real a vida eterna, como plenitude de comunhão que germina aqui e desabrocha para além da morte; a dificuldade de reconhecer o outro como irmão, porque filho do mesmo Pai; e outros sinais semelhantes”, exemplificou.

“A tudo isto se contrapõe a condição de filhos, que é a nossa vocação primordial, é aquilo para que fomos feitos, o nosso ‘DNA’ mais profundo mas que se arruinou e, para ser restaurado, exigiu o sacrifício do Filho Unigênito”, afirmou o Papa Francisco na Basílica de S. Pedro, durante a missa de Pentecostes.

O Papa disse também que o trabalho dos missionários é mais necessário do que nunca, "face à quantidade de injustiças, guerras e crises humanitárias que esperam uma solução", numa mensagem publicada este domingo para a Jornada Mundial das Missões.

"Todos os povos e culturas têm o direito a receber a mensagem de salvação, que é um dom de Deus para todos", disse o Papa, citado pela agência espanhola EFE, ao falar da necessidade de uma igreja missionária.

Esse trabalho, referiu, "é ainda mais necessário se tivermos em conta a quantidade de injustiças, guerras e crises humanitárias que esperam uma solução", acrescentando que os missionários "sabem por experiência que o Evangelho do perdão e da misericórdia pode trazer alegria e reconciliação, justiça e paz".

Na mensagem para aquela que será a 90.ª Jornada Mundial das Missões da Igreja Católica, e que acontece a 23 de Outubro, o sumo pontífice argentino destacou também "a considerável e crescente presença da mulher no mundo missionário".

"As mulheres e as famílias compreendem melhor os problemas das pessoas e sabem enfrentá-los de uma maneira adequada e às vezes inesperada", sublinhou.

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  • Julio Santos
    15 mai, 2016 Lisboa 16:13
    Bem haja ao Papa Franisco!

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