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Ligação de João Paulo II a Fátima “é uma longa história"

13 mai, 2016 - 10:04 • Marília Freitas

Cardeal Stanislaw Dziwisz, antigo secretário pessoal de João Paulo II, recorda a ligação do Papa a Nossa Senhora de Fátima.

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Ligação de João Paulo II a Fátima “é uma longa história”
Ligação de João Paulo II a Fátima “é uma longa história”

Nossa Senhora de Fátima salvou-me a vida.” A frase foi várias vezes repetida por João Paulo II, que nunca escondeu a sua devoção mariana. Enquanto Papa, esteve três vezes em Fátima, sempre acompanhado pelo seu secretário pessoal, o cardeal Stanislaw Dziwisz.

“É um longa história” a ligação de João Paulo II a Fátima, diz o cardeal. Numa conversa com jornalistas, a propósito da Jornada Mundial da Juventude que se realiza este ano na Polónia, o agora arcebispo de Cracóvia recordou o papel da mensagem de Fátima no pontificado de João Paulo II.

Foi após a tentativa de assassinato de que foi alvo, a 13 de Maio de 1981, no Vaticano, que João Paulo II “redescobriu o significado da mensagem de Fátima” e se aproximou de Nossa Senhora, recorda Stanislaw Dziwisz.

Aparentemente não há razão para João Paulo II ter sobrevivido. Ali Agca era um assassino profissional e atirou à queima-roupa. Mas as balas falharam – uma delas por milímetros – os principais órgãos. O Papa diria mais tarde que uma “mão maternal guiou as balas” e em agradecimento enviou uma delas para Fátima, onde foi encrustada na coroa da imagem de Nossa Senhora.

Logo após o atentado, o Papa pediu o envelope com a terceira parte do segredo de Fátima para ler a mensagem. “Nossa Senhora de Fátima pediu que os bispos consagrassem a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, porque isso iria trazer paz. Depois de se inteirar dos segredos de Fátima, especialmente o terceiro segredo, João Paulo II decidiu dedicar os países comunistas ao Imaculado Coração de Maria”, conta o cardeal.

A 25 de Março de 1984, em plena Guerra Fria, João Paulo II consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria, na Basílica de Santa Maria Maior. “Depois desta consagração, começaram grandes mudanças que levaram ao fim do comunismo e da ideologia marxista que abriram caminho à liberdade. Isto foi uma revolução e uma mudança extraordinária, a queda do comunismo sem derramamento de sangue”, conclui o arcebispo de Cracóvia.

Curiosamente, um ano depois do primeiro atentado, no dia 12 de Maio, o Papa estava em Fátima quando sofreu uma segunda tentativa de assassinato. Desta vez o criminoso era um sacerdote espanhol, Juan María Fernández Krohn, um ultratradicionalista que tentou espetar o Papa com uma baioneta. A tentativa foi gorada pelos seguranças de João Paulo II, de tal forma que na altura a maioria das pessoas nem se apercebeu do incidente.

Comentários
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  • Vera
    16 mai, 2016 Palmela 18:58
    "Papa recorda devoção de João Paulo II a Fátima" "Papa em Fátima para o ano. "Para nós, é uma certeza" Pois é... Já contaram a história de Fátima ao Papa Francisco? há qualquer coisa que a igreja católica portuguesa, esconde! sempre que se fala nisto a história fica sempre a meio: Os pastorinhos foram mal tratados, por afirmarem que viram Nossa Senhora, quem os mal tratou? contem de uma vez por todas... a Lúcia ficou num convento proíbida de falar com quem quer que fosse, para não contar! as outras duas crianças foram teimosas e morreram de maus tratos! o Papa João Paulo II, foi alvejado depois de saber do segredo! afinal o que é que a Nossa Senhora disse aos pastorinhos? falou do Salazar? naturalmente foi!!! aquela gente vivia tão mal, que três crianças com menos de dez anos, guardavam ovelhas, em vez de estarem na escola! e a Nossa Senhora apareceu-lhes com pena delas...

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