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Visto de Bruxelas

​Papa premiado pela UE com crise de refugiados em pano de fundo

06 mai, 2016 - 14:39

Esta sexta-feira no espaço Euranet vamos fazer o balanço da semana. E a crise dos refugiados esteve na ordem do dia. Mas, já esta manhã, os presidentes da Comissão, do Parlamento Europeu e do Conselho estiveram na entrega do prémio Carlos Magno ao Papa Francisco.
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O Prémio Carlos Magno é atribuído todos os anos a personalidades que se destacaram pelo trabalho realizado em favor da integração e da união na Europa. No discurso, o Papa Francisco disse que há três ideias que devem estar sempre ligadas à Europa: integrar, dialogar e gerar. O Papa Francisco deixou, ainda, um forte apelo ao diálogo e à capacidade da Europa em integrar.

Na cerimónia de entrega do prémio, esteve o presidente da Comissão Jean-Claude Juncker, o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, o presidente do Conselho, Donald Tusk, e ainda a Chanceler alemã Angela Merkel.

O problema turco

Na quarta-feira, a Comissão Europeia propôs a isenção de vistos para cidadãos turcos, uma medida prevista já no acordo assinado entre a União Europeia e a Turquia sobre a gestão da crise migratória.

A proposta tem agora de ser aprovada pelos Estados-membros e pelo Parlamento Europeu. A Comissão quer ainda aplicar multas aos países que não cumpram com as quotas de refugiados.

Krugman deixa avisos na passagem por Lisboa

Esta semana, Paul Krugman esteve em Lisboa. Entrevistado pela Renascença, o Nobel da Economia em 2008 considerou que Portugal ainda está numa situação “terrível”, mas melhor do que há alguns anos. Krugman diz que há “alguma folga orçamental” para aliviar a austeridade, mas sublinha que uma mudança real só poderá acontecer por vontade da Alemanha e da França.

Krugman diz que a economia está “diabética”, ligada aos estímulos monetários do Banco Central Europeu, e acredita que a Comissão Europeia não vai sancionar Portugal por causa de algumas décimas de derrapagem nas metas do défice.

Paul Krugman considera ainda que Portugal “pode ter menos austeridade”.

Jovens põem Europa no Espaço

Nesta edição conhecemos, ainda, um projecto de 3 alunos da Covilhã, da Escola Secundária Quinta da Palmeira. Eles descobriram que “não há estrelas verdes” e isso valeu-lhes a passagem às meias-finais de um concurso da Agência Espacial Europeia.

A meia final decorre na próxima semana, entre os dias 10 e 13, em Madrid, onde os alunos da Covilhã vão apresentar o seu projecto, que lhes valeu um 18, a melhor nota a nível nacional neste concurso.

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