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Visita do Papa a Lesbos é só ecuménica e humanitária, diz Santa Sé

14 abr, 2016 - 12:34

Francisco será acompanhado em toda a visita pelo Patriarca de Constantinopla e pelo Arcebispo de Atenas. Haverá um encontro privado com o primeiro-ministro Alexis Tsipras, no aeroporto.

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A viagem do Papa Francisco à ilha grega de Lesbos, no sábado, não terá natureza política, mas estritamente humanitária e ecuménica, diz a Santa Sé.

Em declarações aos jornalistas, esta quinta-feira, o director da Sala de Imprensa, padre Federico Lombardi, sublinhou este dado: “A viagem - ou visita, para ser mais exacto -, é de natureza estritamente humanitária. É justamente humanitária e ecuménica, no sentido em que é uma visita que junta o Papa, o patriarca ecuménico e o arcebispo de Atenas.”

“Não há directamente nenhum aspecto ou tomada de posição política ou de outro género, mas apenas uma visita fundamentalmente humanitária, vivida em chave ecuménica”, reforçou Lombardi.

O programa da visita do Papa já foi divulgado e confirma os esclarecimentos avançados pela Santa Sé. Francisco chega à Grécia no dia 16, por volta das 10h30 (hora local), e será acolhido pelo primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras. De seguida, será transportado, na companhia do arcebispo Jerónimo, de Atenas, e do patriarca ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu, até ao campo de refugiados de Mòria, onde vivem cerca de 2.500 pessoas, entre refugiados e requerentes de asilo.

Os três líderes religiosos farão, então, um percurso até uma tenda, onde os aguardam 250 refugiados. Pelo caminho, passarão por 150 refugiados menores de idade. Na tenda, cumprimentarão cada um dos refugiados individualmente, seguindo-se um discurso de cada um.

Ao 12h40, a seguir aos discursos, será assinada uma declaração conjunta e segue-se um almoço, em que participarão também alguns refugiados.

A agenda prossegue com uma visita do Papa ao porto da ilha de Lesbos, que o levará até ao posto da guarda costeira. Nesse local, decorrerá um encontro com a pequena comunidade católica e com os cidadãos que queiram participar, estando ainda agendada uma cerimónia em memória dos refugiados que morreram a tentar chegar à Europa. Será respeitado um minuto de silêncio e, então, o Papa, o patriarca e o arcebispo de Atenas lançarão coroas de flores ao mar.

Às 14h30 a comitiva regressa ao aeroporto, onde Francisco terá encontros privados com o patriarca e com o arcebispo e, ainda, com o primeiro-ministro Tsipras.

A partida da Grécia será às 15h15, com destino a Roma, onde Francisco chegará cerca das 16h30.

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