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Soflusa propõe aumento de 26 euros para todos. Mestres mantêm greve

11 jul, 2019 - 21:41 • Ana Carrilho, com Lusa

Em declarações à Renascença, a presidente da Soflusa admite que a situação dos mestres é a mais complicada, porque insistem na diferenciação de 109 euros e 44 cêntimos em relação aos maquinistas.
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A administração da Soflusa, empresa que garante a ligação fluvial Lisboa-Barreiro, propôs esta quinta-feira um aumento de 26 euros para todos os trabalhadores. O sindicato que representa os mestres vai manter a greve ao trabalho extraordinário.

A presidente da Soflusa, Marina Ferreira, disse à Renascença que, “num esforço grande aproximação a esta interpretação do que seria a vontade dos sindicatos, a empresa apresentou uma proposta com um valor único de aumento salarial para todas as categorias da Transtejo e Soflusa: 26 euros".

“A proposta foi recebida com serenidade. Os trabalhadores, globalmente, ficaram agradados com o facto de a empresa ter abdicado da diferenciação salarial que tinha apresentado na reunião anterior”, afirma a presidente da Soflusa.

No entanto, esta proposta não foi suficiente para convencer o Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante (STFCMM), a desmobilizar a greve dos mestres das embarcações às horas extraordinárias.

"Os mestres continuam sem receber o aumento do prémio acordado em maio (mais 60 euros) e a greve ao trabalho extraordinário mantém-se. A integração vai ser feita, mas não nos moldes que tinham sido negociados", disse à agência Lusa Carlos Costa, do STFCMM.

Em declarações à Renascença, a presidente da Soflusa admitiu que a situação dos mestres é a mais complicada, porque insistem na diferenciação de 109 euros e 44 cêntimos para os maquinistas.

Marina Ferreira admite que é um caso complexo, mesmo para o sindicato dos fluviais, que representa os mestres da Soflusa, mas também outros trabalhadores da empresa que reivindicam o direito de também ter aumentos. A presidente considera que é preciso bom senso.

No dia 22, os sindicatos voltam à sede da Transtejo com a resposta. Até lá prosseguem os contactos informais.

Nestas declarações à Renascença, Marina Ferreira diz compreender muito bem a insatisfação dos passageiros. Admite que a empresa não está a cumprir o seu objetivo de serviço público, mas espera que a situação melhore quando os 4 novos mestres entrarem ao serviço, até ao fim do mês.

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