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Incêndios. Meios aéreos vão estar todos a operar na próxima semana

04 jul, 2019 - 10:34 • Redação

Os meios de combate a incêndios foram reforçados no dia 1 de julho, mas sem a totalidade de meios aéreos previstos.

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A partir da próxima semana, todos os meios aéreos que deveriam estar a operar desde o início do mês vão estar disponíveis.

Na quarta-feira, o Tribunal Administrativo de Lisboa levantou a suspensão dos concursos para aluguer de helicópteros de combate a incêndios que tinham sido impugnados.

“Sim, é verdade, foi levantada a suspensão”, confirma à Renascença o tenente-coronel Manuel Costa, porta-voz da Força Aérea.

“Estimamos que até final da semana estejam disponíveis 14 meios destes 17 e depois os restantes no princípio da próxima semana”, acrescenta.

O denominado nível “reforçado - nível IV” começou no dia 1 de julho e termina a 30 de setembro. Até lá, vão estar operacionais 11.492 elementos, 2.653 equipas e 2.493 veículos dos vários agentes presentes no terreno.

Este que é considerado o nível mais crítico de incêndios mobiliza, este ano, mais 725 operacionais, 190 equipas e 30 viaturas do que o mesmo período de 2017.

No ano passado por esta altura estavam aptos a voar 55 meios aéreos.

De acordo com a Diretiva Operacional Nacional (DON), vão estar ainda em operação 60 meios aéreos, incluindo um helicóptero da Força Aérea, que será ativado em caso de necessidade para coordenação aérea.

Dezassete meios aéreos estavam retidos e não integravam o dispositivo, porque aguardavam uma decisão judicial dos efeitos suspensivos das providências cautelares.

Segundo o porta-voz da Força Aérea, também deverão estar disponíveis na próxima semana os três helicópteros ligeiros da frota do Estado, que estavam em preparação.

Em causa estava a impugnação do concurso de aluguer de helicópteros alugados às empresas HeliPortugal e Helibravo pela concorrente Babcock, tendo o Ministério da Defesa, através da Força Aérea, pedido o levantamento da suspensão "pelos graves prejuízos" na capacidade de resposta no combate aos fogos.

Na quarta-feira, o Tribunal Administrativo de Lisboa levantou a suspensão em nome "da defesa da vida", segundo a rádio TSF que teve acesso à decisão.

Os meios de combate a incêndios foram reforçados desde segunda-feira, passando o dispositivo a estar na sua capacidade máxima.

Dados disponíveis na página da internet do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indicam que este ano, e até ao final de junho, deflagraram 4.888 incêndios rurais que atingiram 9.705 hectares de florestas, 41% dos quais em povoamentos florestais, 43% em matos e 17% em áreas agrícolas.

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  • José Joaquim Cruz Pinto
    04 jul, 2019 Ílhavo 13:03
    Nem se ouvem os bombeiros da desgraça do CDS e do PSD - os dois sabichões-mor de incêndios, os que assim que começa a arder, ou mesmo.antes, gritam logo "aqui del-rei", que o Governo deve logo ser demitido. Que chatice! Mas, nem assim, uma só palavra de regozijo! Estão à espera da próxima falha de prazos (por que esfregam as mãos e roem as unhas todos os dias, embora digam que não), para se sentirem mais à vontade para abrirem a boca. E, quando o fizerem, tal como sempre em todas as anteriores situações, de quem será a culpa? Conseguem adivinhar?