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Corpo de D. Abílio Vaz das Neves vai ser transladado para a catedral de Bragança

06 jun, 2019 - 14:55 • Olímpia Mairos

A transladação acontece no dia em que se assinala o 125.º aniversário do nascimento do 40.º bispo de Bragança-Miranda.
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Os restos mortais de D. Abílio Vaz das Neves, 40.º bispo da Diocese de Bragança-Miranda, vão ser transladados este sábado, 8 de junho, para a catedral da diocese em Bragança.

A cerimónia, presidida pelo bispo diocesano D. José Cordeiro, tem início às 9h da manhã com uma oração no cemitério de Ifanes, em Miranda do Douro, com celebração da eucaristia às 10h30 na catedral de Bragança, seguida de sepultamento no Pátio dos Bispos.

Natural de Ifanes, no concelho de Miranda do Douro, D. Abílio Vaz das Neves foi ordenado presbítero a 7 de dezembro 1919 e ordenado bispo a 28 de janeiro de 1934.

Exerceu o seu ministério episcopal como bispo de Cochim, na Índia, entre 1934 e 1938, e assumiu a Diocese de Bragança-Miranda a 30 março de 1939, onde esteve até 20 de fevereiro de 1965.

Foi durante o seu episcopado que se fundou o jornal “Mensageiro de Bragança” e a Casa de Trabalho Patronato de Santo António, em 1940, a congregação das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado, em 1950, o Colégio de S. João de Brito, em Bragança, e o Colégio Diocesano, em Mogadouro.

O 40.º bispo da Diocese de Bragança-Miranda foi também responsável pela conclusão das obras do Seminário de S. José, em Bragança, promoveu obras na atual Casa Episcopal e no Seminário de Vinhais. Apoiou a construção da Escola do Magistério Primário de Bragança, criando incentivos para os melhores alunos, e apoiou a instalação do Carmelo da Sagrada Família, em Torre de Moncorvo.

Entre 1940 e 1948 realizou Congressos Eucarísticos em Bragança, Miranda do Douro, Mirandela e Torre de Moncorvo. Em 1945, por ocasião dos 400 anos da Diocese, convocou o último Sínodo Diocesano, no qual se promulgaram as novas Constituições do Bispado.

Aos 71 anos solicitou a resignação episcopal. A 20 de Fevereiro de 1965, a Santa Sé publica oficialmente a sua resignação, passando a assumir a titularidade episcopal de Silli (em Numídia), até 27 de janeiro de 1971. Faleceu em Macedo de Cavaleiros, a 7 de março de 1980.


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