A+ / A-
Nasser Al-Khelaifi

Presidente do PSG indiciado por corrupção ativa

23 mai, 2019 - 18:10 • Lusa

Nasser Al-Khelaifi em sarilhos por supostas irregularidades na candidatura de Doha aos Mundiais de atletismo de 2017.
A+ / A-

O presidente do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaifi, foi esta quinta-feira indiciado pelo crime de corrupção ativa, no âmbito da investigação sobre suspeitas de corrupção, à margem da candidatura de Doha aos Mundiais de atletismo.

De acordo com fonte judicial, citada pelo AFP, o empresário catari foi intimado a apresentar-se em tribunal a 16 de maio, mas faltou, invocando a presença na final da Taça do Qatar de futebol.

Os magistrados da procuradoria financeira francesa questionam dois pagamentos, num total de 3,5 milhões de dólares (cerca de 3,1 milhões de euros ao câmbio de hoje), feitos em 2011 pela sociedade Oryx Qatar Sports Investment, detida por Al-Khelaifi e o irmão Khalid, a uma sociedade de marketing desportivo dirigida por Papa Massata Diack, cujo pai, Lamine Diack, é ex-presidente da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) e antigo membro do Comité Olímpico Internacional (COI).

Nessa altura, Doha ambicionava receber os Mundiais de atletismo de 2017, cuja organização acabou por perder para Londres.

Três anos depois, Doha acabou por ganhar direito a acolher os campeonatos do mundo de atletismo de 2019, que se realizam entre 27 de setembro e 06 de outubro.

Na Suíça, Al-Khelaifi, também proprietário da cadeia de televisão BeIN Sports, é também visado numa investigação por corrupção, relativa à atribuição dos direitos de transmissão de dois campeonatos do mundo de futebol.

Na terça-feira, a justiça francesa inculpou Lamine Diack pelo crime de corrupção passiva, no âmbito do mesmo processo.


guialiga19_20_banner
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.