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Prognóstico reservado após cirurgia. "Militar não sofreu golpe de calor"

17 mai, 2019 - 10:13 • Redação com Lusa

Exército abriu um processo de averiguações à ocorrência para perceber o que poderá ter acontecido.
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O militar do Exército internado desde terça-feira, depois de ter desmaiado durante um exercício em Santa Margarida, encontra-se bem, mas o "prognóstico continua reservado".

Na noite de quinta-feira foi sujeito a um transplante de fígado e "correu tudo bem", segundo a porta-voz do Exército.

Desconhece-se ainda a origem do problema, mas para já está descartada a hipótese de golpe de calor como causa.

"O militar não sofreu golpe de calor como foi inicialmente diagnosticado. Contudo, as informações clínicas não são conclusivas sobre o que levou ao atual estado de saúde do militar", avançou à Renascença a major Elisabete Silva.

O Exército abriu um processo de averiguações à ocorrência para perceber o que poderá ter acontecido.

"Não houve excesso de esforço físico, era um esforço físico completamente normal para qualquer militar, as condições a nível de hidratação dos militares estavam completamente garantidas, de alimentação, de apoio médico", referiu, sublinhando que "faz parte do processo de averiguações perceber se, da parte do Exército, houve alguma condicionante para levar a este tipo de situação".

Militares do curso sujeitos a colheita de sangue

Todos os elementos que frequentam o curso do militar internado estão a ser sujeitos a uma colheita de sangue, confirmou à Lusa a porta-voz do Exército, Elisabete Silva.

Em causa estão 140 militares a fazer um curso em Santa Margarida da Coutada, em Constância, e as análises estão a ser realizadas no âmbito do processo de averiguação das causas que levaram ao internamento do militar, indicou a porta-voz.

Numa nota publicada no site da Presidência da República, é dado conta de que Marcelo Rebelo de Sousa, que é também Comandante Supremo das Forças Armadas, visitou o militar antes da cirurgia.

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