A+ / A-
Europeias 2019

Marisa Matias: “Nós não queremos uma Europa 'offshore'”

13 mai, 2019 - 20:44 • Lusa com Redação

A defesa do Estado social, o combate às alterações climáticas e os direitos dos trabalhadores são para o BE as "três principais tarefas" para o próximo mandato em Bruxelas da candidata do BE.
A+ / A-

A primeira candidata do BE às europeias, Marisa Matias, rejeitou esta segunda-feira "uma Europa 'offshore'", onde o "dinheiro só tem direitos e não tem deveres", considerando que o PS em Portugal, "condicionado pela esquerda", não é o mesmo de Bruxelas.

Na Praça Paiva Couceiro, em Lisboa, e antes de descer a Rua Morais Soares para a já tradicional arruada do BE nas corridas eleitorais, Marisa Matias falou aos jornalistas sobre as duas iniciativas do primeiro dia de campanha que representam "as três linhas principais da campanha do Bloco" nestas eleições: a defesa do Estado social, o combate às alterações climáticas e a proteção laboral e dos direitos dos trabalhadores.

"Nós não queremos uma Europa 'offshore', não queremos uma Europa em que o dinheiro só tem direitos e não tem deveres e as pessoas só têm deveres e não têm direitos", rejeitou, defendendo que "uma Europa que responda aos problemas das pessoas, uma Europa para as pessoas e que cumpra as promessas que lhe fez".

Questionada sobre o posicionamento que o PS tem assumido em termos europeus, a eurodeputada recandidata bloquista foi perentória na crítica.

"Estou no Parlamento Europeu há tempo suficiente para saber que aquilo que o PS tem defendido em Portugal, condicionado pela esquerda, não será nem é aquilo que tem defendido no Parlamento Europeu", atirou.

Reiterando que vai fazer "nesta campanha um debate sobre aquilo que é o essencial", ou seja, "os problemas concretos das pessoas", Marisa Matias antecipou o objetivo da arruada.

"E por isso estamos aqui hoje no final deste primeiro dia de campanha, para estar com as pessoas na rua. Nós não temos medo de conversar com as pessoas, de ir ao seu encontro, de ouvir os seus problemas. Queremos mesmo fazer essa avaliação", justificou.

Questionada sobre se isso era uma "farpa" a alguns candidatos que não têm estado na rua, a cabeça de lista do BE respondeu: "só falo por mim. Não posso falar pelos outros".

A defesa do Estado social, o combate às alterações climáticas e os direitos dos trabalhadores são para o BE as "três principais tarefas" para o próximo mandato em Bruxelas.

"E por isso estivemos numa escola pública que já eliminou os plásticos (no transporte de alimentos), estivemos também em contacto com trabalhadores por turnos que são dos que estão ainda mais afetados pela legislação da 'troika' e ainda não viram justiça relativamente à sua situação. Tudo isto está relacionado entre a política europeia e a política nacional", detalhou.

Atrás do som da música que marcou o ritmo da arruada, Marisa Matias seguiu depois, rua abaixo, para distribuir jornais de campanha, cumprimentar com quem se cruzou e demorar-se um pouco mais com todos aqueles que lhe quiseram manifestar apoio ou contar um problema pessoal.

Na comitiva estão vários deputados que, findo o debate quinzenal que hoje decorreu no parlamento, puderam juntar-se à iniciativa de campanha, como Pedro Filipe Soares, Mariana Mortágua, José Soeiro, Pedro Soares, Joana Mortágua, Luís Monteiro ou Heitor de Sousa.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.