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Rangel pede “cartão amarelo fortíssimo" para o PS

12 mai, 2019 - 16:33

O cabeça de lista do PSD às Europeias acusa o primeiro-ministro de apenas apostar nas políticas que “dão votos e ficam no olho”.
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O cabeça de lista do PSD às europeias, Paulo Rangel, acusou este domingo o primeiro-ministro de apenas apostar nas políticas que “dão votos e ficam no olho”, e pediu um “cartão amarelo fortíssimo” ao Governo no dia 26 de maio.

Num almoço em Vila do Conde, após uma travessia do rio Ave, com um pescador, Rangel apontou falhas comuns, que dizem ser da responsabilidade do Governo, em áreas como a pesca, a agricultura e a saúde materno-infantil.

“Há aqui um traço comum e esse traço é o traço de Costa: só governa e só toma medidas para aquilo que pode dar votos e não olha para as pequenas políticas que põem a administração pública a funcionar a fazem as grandes mudanças”, afirmou.

O cabeça de lista do PSD às europeias defendeu que as eleições de 26 de maio serão, por isso, uma “grande oportunidade não só de escolher a melhor lista, como dar um cartão amarelo fortíssimo a António Costa.

Na área da saúde, Rangel voltou a invocar números recentes, segundo os quais “Portugal apresenta em 2018 os piores números dos últimos 20 anos da taxa de mortalidade infantil”, uma das áreas em que o país se destacava pela positiva.

“Como estamos agora a deixar morrer as nossas crianças?”, questionou, acusando o PS de ter “abandonado o Serviço Nacional de Saúde”.

Rangel referiu-se ainda a problemas de assoreamento das barras de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim, que têm consequências económicas e causam problemas de segurança aos pescadores na saída e entrada destas barras.

Por último, o cabeça de lista do PSD apontou a situação dos agricultores que não receberam os apoios devido às intempéries para traçar um quadro global de atuação do Governo.

“Há incúria, há negligencia para com os pescadores, para com os agricultores, porque não dá votos nem fica no olho”, acusou.

Em concreto na questão da agricultura, Rangel alertou que os apoios diretos aos agricultores poderão sofrer um corte de 10% e os de apoio ao desenvolvimento rural de 25%.

“Estes cortes que [o cabeça de lista do PS] Pedro Marques está a aceitar, vão bater no rendimento de cada um dos agricultores portugueses. Com cortes desta ordem, os agricultores portugueses ficarão na penúria”, avisou.

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