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O comboio do Euro 2020 tem passagem obrigatória por vitórias na Sérvia e na Ucrânia

07 mai, 2019 - 23:33 • Redação

Fernando Santos assume que, após os empates caseiros com as duas seleções, Portugal terá de vencer os dois jogos fora.

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Fernando Santos sabe que, para se apurar para o Euro 2020, a seleção portuguesa terá de derrotar Ucrânia e Sérvia fora, depois de ter empatado os jogos caseiros com ambas as seleções, no arranque.

Em entrevista à Sport TV, esta terça-feira, o selecionador nacional lamentou os empates com Ucrânia (0-0) e Sérvia (1-1) na Luz, no entanto, deixou bastante claro que já só vale a pena olhar para o futuro.

"Até hoje, não me lembro com exceção de um jogo, de ter dito aos meus jogadores: 'vocês não lutaram tanto como deviam'. Os meus jogadores sempre tiveram um forte empenho. Estavam muito desejosos de vencer aquelas duas partidas, mas não fomos capazes. Agora, não podemos ficar a chorar isto. É verdade que foram dois resultados negativos. Portugal tem de ganhar lá, não tem outra hipótese", vincou o "Engenheiro".

O golo continua a escapar a Portugal

Apesar dos maus resultados, Fernando Santos salientou que Portugal "fez mais do que suficiente para ganhar os dois jogos, especialmente o primeiro", que terminou sem golos para qualquer uma das equipas:

"Faltou a finalização. Não é normal Portugal rematar tanto e não marcar. Quem quer ganhar tem de jogar bem e marcar golos. Não fizemos tudo bem, podíamos ter feito melhor. Podíamos ter apresentado outra qualidade aqui e acolá, mas eu olho para os jogos e penso que faltou, efetivamente, marcar. Mas podíamos e devíamos ter feito melhor."

Fernando Santos assumiu que faltou a Portugal maior aposta na meia-distância, assim como fazer melhor "em termos ofensivos, na reação à perda, na organização defensiva e na exploração do contra-ataque".

"Exagerámos muito a circulação exterior, de flanco para flanco, e poucas vezes no jogo interior para tentar desestabilizar o adversário. E também temos de tirar proveito das nossas capacidades individuais e, num ou outro momento, sermos mais capazes no um contra um", enumerou o selecionador, que ainda assim considera que, "se Portugal tem feito um golo no primeiro jogo, as coisas teriam corrido de forma muito distinta".

Sem tempo para treinar processos

A falta de preparação também não ajudou o caso de Portugal, naqueles dois jogos. Enquanto, num clube, há uma evolução constante da equipa, em termos coletivos, ao nível da seleção, isso complica-se.

"De novembro até junho, cerca de sete meses, tive um dia e meio de treino, quando treinei em março. A evolução das seleções faz-se em jogo. Por isso é que, para todas as seleções, março é sempre uma data mais complicada. As datas em que a equipa aparece melhor é em setembro, outubro e novembro porque há sequência", explicou o timoneiro das quinas, que, ainda assim, se recusou a usar isso como desculpa:

"Não é salutar se nos limitarmos a olhar e dizer que não tivemos muito tempo para os trabalhar. Isso não é desculpa. Todos os selecionadores nacionais sabem desse constrangimento e temos de o resolver."

Para aqueles que acusam Fernando Santos de ter um estilo demasiado defensivo, o selecionador nacional tem uma resposta peremptória: "Portugal não joga, nem nunca jogou, nem nunca irá jogar para perder."

O que resta do calendário da seleção

Portugal está no terceiro lugar do grupo D de qualificação para o Euro 2020, com dois pontos, menos dois que a Ucrânia, que lidera, e menos um que o Luxemburgo, que ocupa a terceira posição. A 7 de setembro, a equipa das quinas visita a Sérvia e, a 10 de setembro, a Lituânia.

A 11 de outubro, recebe o Luxemburgo e, a 14 do mesmo mês, visita a Ucrânia. Portugal fecha o apuramento com a receção à Lituânia, a 14 de novembro, e a visita ao reduto do Luxemburgo, três dias depois.

Todos os jogos referidos terão, como sempre com a seleção, relato em direto na Renascença e acompanhamento ao minuto em rr.sapo.pt.

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