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​Comissão de Proteção de Menores

D. Américo Aguiar. “Perdeu-se o medo, criaram-se condições para as pessoas falarem”

12 abr, 2019 - 19:10 • Cristina Nascimento

“Tendo existido um caso em Portugal, só isso é motivo de muito sofrimento para a Igreja", diz o coordenador da comissão.
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D. Américo Aguiar. “Perdeu-se o medo, criaram-se condições para as pessoas falarem”

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O coordenador da recém-criada Comissão de Proteção de Menores da Igreja de Lisboa, D. Américo Aguiar, considera que estão criadas as condições para eventuais vítimas denunciarem abusos sexuais de menores por parte de elementos da Igreja ou em instituições a ela ligadas.

“Perdeu-se o medo, criaram-se condições para as pessoas poderem partilhar, falar abertamente ou com alguém que lhes dá segurança, sobre casos que porventura tenham acontecido nos mais diversos contextos e fases diferentes da sua vida”, garantiu D. Américo Aguiar em declarações à Renascença esta sexta-feira.

O Patriarcado de Lisboa divulgou esta tarde a composição desta nova comissão, que hoje teve a sua primeira reunião.

Nesta entrevista, D. Américo Aguiar, recentemente nomeado bispo auxiliar de Lisboa, garantiu que a comissão vai trabalhar em estreita colaboração com as autoridades e que tem por principais prioridades a proteção e recuperação das vítimas, bem como a prevenção de eventuais novos casos.

“Tendo existido um caso em Portugal, só isso é motivo de muito sofrimento para a Igreja, que deve ser considerada como Mãe. Quando isso acontece a um dos nossos filhos, a dor é profunda e não há nada que pague a recuperação da dor de um acontecimento deste género.”

D. Américo Aguiar explicou ainda que a comissão, com a ajuda de profissionais de várias áreas – direito, psicologia, psiquiatria, entre outras – pretende, “no mais curto espaço de tempo possível”, avaliar possíveis queixas que cheguem ao Patriarcado de Lisboa.

“Só desta maneira respeitaremos as vítimas, sejam as vítimas as crianças, sejam as vítimas os que são denunciados, porque quando são calúnias também significa que a pessoa é uma vítima de uma calúnia”, esclarece.

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