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Há mais um jogador a acusar Boaventura de suborno. Perder com Benfica valeria 250 mil euros

16 mar, 2019 - 15:17 • Redação

Cássio, guarda-redes do Rio Ave, acusa o empresário de o tentar subornar. Esta semana Lionn, ex-jogador da equipa, fez o mesmo em tribunal.
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Depois de Lionn ter acusado César Boaventura, empresário com ligações ao Benfica, de tentar aliciar vários ex-jogadores do Rio Ave antes de um jogo com este clube, agora é a vez de Cássio, guarda-redes do clube, denunciar o empresário por tentativa de suborno.

De acordo com o semanário Expresso, as autoridades decidiram colocar sob escuta os telemóveis de alguns jogadores do Rio Ave depois de algumas apostas na plataforma “Placard” terem levantado suspeitas.

Numa dessas chamadas, as autoridades terão intercetado uma chamada entre o guarda-redes e o empresário César Boaventura em que este o aborda, dizendo que precisava “de dar uma palavrinha, mas pessoalmente, porque os telemóveis têm ouvidos”.

Apesar de, na conversa descrita, não ter sido revelado nada suspeito, o jogador terá contado a um amigo, via telemóvel, o que acontecera. Segundo o Expresso, o empresário terá oferecido 250 mil euros, “mandatado por Luís Filipe Vieira”, para facilitar um jogo com o Benfica.

O empresário de Viana já reagiu na sua página de Facebook, diz que Cássio “vai pagar bem caro” e que o jogador não precisa de “colaborar com a PJ”, mas sim de “provar” que o que diz é verdade.

Esta não é a primeira vez que o empresário é acusado de tentar aliciar jogadores para perder contra os encarnados. Esta semana, Lionn, jogador do Chaves, disse em tribunal que o agente tentou comprá-lo antes de um jogo contra o Benfica.

"César Boaventura tentou comprar-me antes do jogo contra o Benfica. A mim, ao Cássio e ao Marcelo também", disse no julgamento, um processo de difamação movido por Cássio contra Boaventura. O empresário insinuou que este teria ajudado o FC Porto a chegar aos 5-0 numa partida contra o clube que representava.

O Expresso diz ainda que outros jogadores terão estado na mira do empresário.

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  • Advogado Sem Cor
    17 mar, 2019 18:01
    Caríssimo Juiz Vermelho. quem lhe diz a si que não há provas? Está por dentro da tramitação do processo? Leu a notícia na integra ou limitou-se a olhar para as letras grandes para depois elaborar esse acórdão sob a forma de comentário que nem ao Neto de Moura lembra? No corpo noticioso é dito que os telemóveis estavam sob monitorização após suspeitas de fraude a nível de apostas relativas ao Placard e que numa conversa com um amigo o jogador Cássio terá comentado que teria sido abordado pelo ilustre César Boaventura, mandatado por Luís Filipe Vieira para facilitar num jogo contra o benfica. Portanto das duas, uma. Ou você tem razão naquilo e os jornalistas inventaram factos ou então fizeram o trabalho de investigação que lhes compete e através das fontes que têm, acederam a informação que a si é totalmente alheia e noticiaram. Nem sequer aqui vou fazer referência aos testemunhos de três jogadores que apontam todos no mesmo sentido. Se calhar combinaram no café entre copos e pevides que o que era engraçado era se fossem todos a tribunal mentir sob juramento, só porque sim. Epa… Haja espinha dorsal…
  • Juíz Vermelho
    17 mar, 2019 Catedral da Luz 13:24
    A mesma tatica que rendeu um título ao fêquêpê na época passada: grandes parangonas, nenhumas provas, só suspeitas, insinuações, deduções e conclusões tiradas então num programa de tv e agora numa C.S. que tem de vender papel. Provas, não há. Só o que dizem estes dois tanguistas. E se não há provas, o resto é conversa para vender jornais. E desviar as atenções que o Hacker Rui Pinto vem aí, e ameaça abrir o livro, onde certamente estão nomes que querem permanecer na sombra.