A+ / A-

Universidade egípcia expulsa aluna por abraçar o noivo

13 jan, 2019 - 18:46 • Lusa com Redação

O porta-voz da Universidade de Al Azhar sublinhou a importância de impor “um castigo forte, que seja coerente com os valores da Universidade”.
A+ / A-

A universidade egípcia de Al Azhar expulsou uma aluna por abraçar o seu noivo fora do campus universitário, depois de a demonstração de afeto, quando o rapaz a pedia em casamento, ter sido difundida nas redes sociais.

O comité de disciplina da universidade investigou o sucedido e tomou a decisão de expulsar a aluna, apesar de o abraço não ter ocorrido no recinto daquele importante centro académico do Islão sunita, disse à agência de notícias espanhola EFE o porta-voz, Ahmed Zaree.

A decisão não é definitiva, podendo a aluna ainda recorrer perante o Comité de Disciplina Supremo, que decidirá se “confirma, reduz ou anula o castigo”, acrescentou.

O porta-voz argumentou que a Universidade de Al Azhar “tem um caráter especial” por ser um centro religioso e as suas decisões coerentes com “os valores da sociedade” egípcia, na qual a maior parte dos cidadãos praticam o islamismo sunita e seguem tradições conservadoras, sobretudo aquelas que dizem respeito às relações entre homens e mulheres.

Ahmed Zaree sublinhou a importância de impor “um castigo forte, que seja coerente com os valores da Universidade”.

A aluna, que não foi identificada com nome próprio ou apelido, tem sido chamada pelos meios de comunicação social locais de “a rapariga do abraço”.

A rapariga foi filmada depois de um rapaz se ter ajoelhado à sua frente com um ramo de flores, pedindo-a em casamento, abraçando-a de seguida e pegando-lhe ao colo, e rodopiando abraçados.

O episódio decorreu no campus de uma outra universidade do Cairo, a Universidade de Mansura.

Tópicos
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • José
    14 jan, 2019 10:50
    " de mau a pior" A questão aqui não são as regras, é o fundamentalismo religioso, retrograda... este que vem parar muitas vezes à europa. Eles podem ter as regras que quiserem, mas também todos poderão ser livres para pensar que estas regras são estupidas. Cá em portugal da forma que isto vá andando, qualquer dia estamos iguais. Antigamente era a ditadura, hoje aplica-se o politicamente correto e já se pega a criar regras para tudo. Nem podemos muitas vezes falar o que pensamos, há dias falei em homosexuais, com outro nome, não no sentido de discriminá-los mas porque se destacavam-lhes demais. E porque estes até já faziam concorrência com as mulheres, foi logo motivo para o facebook me bloquear por três dias. Então você não se preocupa com estas regras patéticas? Para si é tudo normal? Ora esta!
  • De mau a pior!
    14 jan, 2019 Setubal 09:05
    Mau jornalismo! Todos temos regras a cumprir, se eles não as cumpriram, eles é que são os errados, assim qual o problema? O problema é que os jornaleiros acham que não têm regras a cumprir! Deve informar em vez de divertir! O lugar da diversão é no "circo".