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Costa assume que “não há plano B” se estudo de impacto ambiental chumbar aeroporto no Montijo

11 jan, 2019 - 13:04

"Não, não há plano B. O que há é um enorme problema que teremos que arcar às costas durante 10 a 15 anos", disse Costa, em resposta à bancada do Bloco de Esquerda, durante o debate quinzenal.
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O primeiro-ministro, António Costa, admitiu, esta sexta-feira, que "não há plano B" para a construção de um novo aeroporto complementar de Lisboa caso o estudo de impacto ambiental chumbe a localização no Montijo.

No debate quinzenal no parlamento, a coordenadora do BE, Catarina Martins, voltou a criticar a decisão do Governo de ter assinado um acordo para o novo aeroporto no Montijo sem o estudo de impacto ambiental, questionando o que irá fazer o Governo caso o projeto seja chumbado pelo referido estudo.

"Pergunta se há plano B. Não, não há plano B. O que há é um enorme problema que teremos que arcar às costas durante 10 a 15 anos porque aí a solução teria que ser pelo menos 10 a 15 anos para construir um novo aeroporto de raiz em condições de financiamento que nenhum de nós sabe dizer quais são", afirmou António Costa.

Segundo o primeiro-ministro, não se pode "renunciar a resolver um problema que se tornou urgente para a economia portuguesa".

"Neste momento nós já não estamos a discutir qual é a solução ideal, aquilo que temos para discutir é qual é a solução que é possível agora, a melhor solução possível agora, para responder aos problemas que temos agora", defendeu.

Costa voltou a garantir que "não haverá aeroporto no Montijo" se estudo de impacto ambiental não o permitir.

"Não é segredo para ninguém que eu fui de um dos principais defensores de uma solução que passava pela construção de um novo aeroporto há 10 anos no campo de tiro de Alcochete e que fosse financiado através da privatização da ANA", lembrou.

Na opinião do primeiro-ministro, o que "aconteceu nestes 10 anos foi confirmar, pela evolução da procura do aeroporto de Lisboa, que quem dizia que era urgente fazer um aeroporto tinha razão e quem dizia que as previsões eram megalómanas estava errado".

"A falta de vergonha vai ao ponto de os mesmos que disseram que os números eram megalómanos, criticam agora o Governo pelo atraso do lançamento desta solução", apontou.

Esperar 10 a 15 anos, avisou o chefe do executivo, "não é a solução possível", sendo também impossível avançar "sem garantia de financiamento".

"É necessário recuperar 50 anos de tempo perdido e não podemos ter mais adiamentos", defendeu, explicando que a ausência do estudo de impacto ambiental "não impede que se possa fazer já as obras no aeroporto da Portela".

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