A+ / A-

Vaticano não se vai imiscuir na questão da exumação de Franco

05 jan, 2019 - 23:16

Fonte do Vaticano diz que este é um assunto que diz respeito "à sua família, ao governo espanhol e à Igreja local".
A+ / A-

O Vaticano anunciou este sábado que não irá imiscuir-se no conflito sobre a exumação dos restos mortais do ditador espanhol Francisco Franco, que entrou numa nova fase na sequência da recusa do abade de Vale dos Caídos para permitir o acesso do governo ao templo.

Segundo o El País, o porta-voz interino da Santa Sé, Alessandro Gisotti, confirmou, através de uma nota, a posição de que a Santa Sé manteve até agora a intenção de permanecer distante da disputa.

"Sobre a transladação dos restos mortais de Franco não tenho nada a acrescentar em relação ao que já foi afirmado pela Santa Sé, isto é, o assunto diz respeito à sua família, ao governo espanhol e à Igreja local".

Esta semana, a Igreja espanhola informou oficialmente o governo da recusa do abade do Vale dos Caídos, Santiago Cantera, de conceder permissão para a exumação. A ministra das Finanças, María Jesús Montero, explicou que agora o executivo se vai dirigir aos superiores do abade porque são eles que têm a "autoridade" para resolver esta crise.

O abade de Solesmes, Philippe Dupont e, finalmente, o Papa têm autoridade direta sobre o abade do Vale dos Caídos.

Na tarde de sábado, a assessoria de imprensa da Santa Sé enviou a breve nota com as declarações do porta-voz, "em resposta a perguntas de alguns jornalistas", que confirmam a linha cautelosa e reservada que o Vaticano tem mantido.

Segundo o El País, o governo espanhol tem afirmado repetidamente que tem a promessa tanto do cardeal Osoro, arcebispo de Madrid, quanto do Vaticano de que não se oporão à exumação.

"O cardeal Pietro Parolin [mão direita do Papa] não se opõe, se assim for decidido pelas autoridades competentes", sentenciou o Vaticano em outubro.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.