A+ / A-

Paulo Neto inesperado vencedor do Rali das Camélias

01 dez, 2018 - 20:58

Traçado da prova contava com sete especiais.
A+ / A-

A dupla Paulo Neto/Vítor Hugo (Citroen DS3 R3T) venceu o Rali das Camélias tirando partido do superior ritmo que o Campeonato de Portugal lhe permite ter e dos problemas que afetaram aqueles que dispunham de carros de quatro rodas motrizes.

Gil Antunes/Diogo Correia (Renault Clio R3T) e Pedro Clarimundo/António Conde (Peugeot 208 R2) completaram um pódio monopolizado por carros de duas rodas motrizes, algo que é raro suceder nos tempos que correm.

Embora tenha sido uma competição, o regresso do Rali das Camélias foi, acima de tudo, o reencontro de muitos pilotos e navegadores que alinharam na prova criada pelo Clube Arte e Sport e que quiseram voltar a “acelerar” nas especiais da Lagoa Azul, Peninha e Sintra.

O sucesso da iniciativa do Clube Motorizado de Setúbal ficou assegurado pelo número de inscritos (75), dos quais 70 compareceram à partida, e pela presença do elevado número de espectadores que não deixou passar a oportunidade de regressar a locais ocupados em anos distantes.

Ontem, dia das verificações, foi, acima de tudo, o dia dos reencontros e da recordação dos duelos travados há décadas, mas hoje todos aceleraram, pois, embora a tónica fosse a procura do divertimento, a partir do momento em que colocaram o capacete só pensaram em fazer o melhor tempo nas sete especiais que compunham o traçado da prova.

Mais rápido nas duas primeiras especiais, Carlos Fernandes (Mitsubishi Lancer VI) chegou ao reagrupamento, em Mafra, no comando da prova, com 7,4” de vantagem sobre Paulo Neto (Citroen DS3 R3T) e 9,3” sobre Rui Madeira (Mitsubishi Lancer), mas logo no recomeço, e depois de ter mudado de turbo, o motor do carro de Carlos Fernandes e problemas com um tirante no de Rui Madeira, levaram-nos ao abandono, momento a partir do qual, o piloto do Citroen ficou na frente, posição que manteve até final.

A partir do abandono dos dois carros da marca japonesa, os primeiros lugares ficaram definidos e todos começaram a pensar na chegada ao Estoril, onde o convívio e a alegria pela participação na prova era evidente, com todos a quererem que ela tenha continuidade.

Pela primeira vez vencedor absoluto de uma prova, Paulo Neto não escondia a sua satisfação “por ter ganho a prova que marca o regresso das Camélias, tanto mais que nunca tinha passado nos troços de Sintra, o que era um dos meus sonhos, porque quando tinha idade para o fazer o rali saiu do campeonato”.

Luís Caramelo, o diretor da prova, foi o principal dinamizador para o regresso do Rali das Camélias ao calendário, depois de ter colaborado com o Clube Arte e Sport, nas últimas edições, e para ele “o balanço é positivo porque tivemos a sorte do tempo ajudar e conseguimos resolver os problemas provocados pelos acidentes de forma rápida e eficaz”.

Apesar de não ter sido solicitado, a FPAK enviou um observador, o que para Luís Caramelo “pode ser consequência do interesse em ver se a prova pode vir a integrar algum dos seus calendários, por não haver provas na zona de Lisboa, mas não é algo que faça parte dos nossos projetos a médio prazo, porque, por um lado tem custos acrescidos e por outro limita-me no tipo de carros e consequentemente no número de participantes”.

Face ao êxito verificado, com o público a comparecer em elevado, não será surpresa se, para o ano, o Rali das Camélias voltar a trazer o roncar dos motores às estradas de Sintra.

Classificação

1.º, Paulo Neto/Vítor Hugo (Citroen DS3 RT), 46’25,5”

2.º, Gil Antunes/Diogo Correia (Renault Clio R3T), a 12,3”

3.º, Pedro Clarimundo/António Conde (Peugeot 208 R2), a 1’04,6”

4.º, António Bayona/Gonçalo Martins (Peugeot 208 R2), a 2’33,8”

5.º, Gonçalo Inácio/Paulo Leones (Peugeot 208), a 2’38,0”

6.º, Pedro Lança/Paulo Marques (Citroen Saxo 1.6 16V), a 2’54,4”

7.º, Gonçalo Boaventura/Rodrigo Silva (Peugeot 106 Rallye), a 3’03,5”

8.º, Ricardo Sousa/Luís Marques (Peugeot 208 R2), a 3’09,8”

9.º, Carlos Neves/João Reis (Renault Clio Sport), a 3’41,8”

10.º, Aníbal Rolo/Luís Cavaleiro (Renault 5 Turbo 2), a 3’51,2”

Classificaram-se mais 30 equipas.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.