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Bruno de Carvalho incentivou ataque, conclui Ministério Público

16 nov, 2018 - 14:35

A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL) divulgou esta sexta-feira as conclusões sobre a investigação ao ataque à Academia de Alcochete.
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A Procuradoria-geral Distrital de Lisboa (PGDL) divulgou esta sexta-feira as conclusões sobre a investigação ao ataque à Academia de Alcochete. Bruno de Carvalho sabia e incentivou a invasão ao centro de treinos do Sporting, conclui o Ministério Público (MP).

O MP requereu o julgamento em “tribunal coletivo” de um total de 44 arguidos, entre os quais o antigo presidente do Sporting Bruno de Carvalho e o líder da claque Juventude Leonina, Nuno Mendes, conhecido por “Mustafá”, refere a PGDL, numa nota publicada na internet.

A acusação fala em 41 suspeitos participação direta no ataque à Academia de Alcochete e de três que estavam a par de tudo e derem luz verde: Bruno de Carvalho, Nuno Mendes e o oficial de ligação aos adeptos Bruno Jacinto.

De acordo com a tese do Ministério Público, estes três nomes “conheciam o plano delineado pelos restantes 41 e determinaram-nos à prática de atos constitutivos dos crimes de ameaça, ofensa à integridade física e sequestro, sabendo que tais atos violentos provocavam nos ofendidos medo e receio pela sua segurança, lesões corporais e que os privava da liberdade”.

Bruno de Carvalho, Nuno Mendes e Bruno Jacinto “nada fizeram para impedir a prática de tais atos violentos contra os ofendidos, tanto mais que criticaram sucessivamente os jogadores, potenciando um clima de violência contra os mesmos”.

A nota da PGDL adianta que no decurso das investigações foram recolhidos “abundantes meios de prova”, nomeadamente, objetos transportados nas viaturas dos arguidos, autos de visionamento de vídeo vigilância e fotogramas, relatórios fotográficos, relatórios de inspeção judiciária, foram incorporados vários inquéritos crime, efetuadas perícias, junta documentação diversa e foram indicadas 68 testemunhas”.

Na sequência de buscas foram apreendidos, nomeadamente, material informático, quantias em dinheiro, munições, as peças de vestuário utilizadas pelos arguidos, telemóveis, tochas, potes de fumo, bastões, usados para o planeamento e concretização de ações violentas levadas a cabo contra os jogadores. Foi ainda apreendido produto estupefaciente durante as buscas à sede da Juve Leo, no estádio de Alvalade.

O MP admite recorrer da decisão do juiz de manter Bruno de Carvalho e Nuno Mendes em liberdade enquanto decorre o processo.

Bruno de Carvalho está acusado pelo Ministério Público de terrorismo e mais 98 crimes, de acordo com partes do despacho de acusação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, a que a Lusa teve acesso, no âmbito da investigação ao ataque à Academia do Sporting, em Alcochete.

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  • Filipe
    16 nov, 2018 évora 22:31
    Quem incentivou realmente foi o treinador que prometeu e se bateu nas TV´s em ser o ganhador de tudo e tudo perdeu e os jogadores que foram atrás do treinador , não será assim melhor ? Uma coisa é certa , é nojento o Ministério Público pago pelo povo e após um Juiz ter considerado a prova contra os sujeitos de fraca ou a bem dizer do ouviu dizer tal como os bufos da PIDE/DGS ouviam nas esquinas das ruas , vir agora disputar com o poder judicial uma acusação , já por si enfraquecida pelo que disse o juiz . Agora só lhes resta acartarem mais entulho para o processo para ver se contaminam quem vai decidir futuramente . O Ministério Público se fosse pessoa de bem , não é ! Já tinha pedido desculpa por comunicado na Procuradoria Geral da República , terem um sujeito sido detido mais de 48 horas . E , se a greve fosse por tempo indeterminado , então ainda estava detido ... vão mas é esconder a cabeça , pois o que fazem hoje na Justiça qualquer cidadão das favelas do Brasil está mais apto a fazer e melhor .