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Louçã. “O Bloco é a segurança de quem não volta atrás com a palavra dada"

10 nov, 2018 - 19:03

"Cumprimos e queremos fazer cumprir", concretizou o antigo líder do partido, que deixou críticas à direita.
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O antigo coordenador bloquista Francisco Louçã garante que "o Bloco é a segurança de quem não volta atrás com a palavra dada" e cumpre os compromissos.

"Sabes, Catarina [Martins] há tempos eu via o Toy Story com as minhas netas e um personagem, perguntado para onde vai, diz que é para o infinito e mais além. Eu sei que este Bloco é mais humilde, aprendemos que o próximo passo e o caminho são mais concretos do que um infinito que nunca existe, mas sabemos para onde vamos, a tua força, a nossa força", disse Francisco Louçã numa intervenção na XI Convenção Nacional do BE.

Num discurso que terminou com os delegados a levantaram-se para uma ovação, o fundador bloquista deixou a garantia de que "o Bloco é a segurança de quem não volta atrás com a palavra dada".

"O Bloco é a segurança no cumprimento dos compromissos. Comprometemo-nos a acabar com as privatizações e cumprimos. Comprometemo-nos a aumentar o salário mínimo e cumprimos. Comprometemo-nos a aumentar pensões, a começar a regularização dos precários e cumprimos", elencou.

Para além de saber para onde vai o partido, Louçã não esqueceu de onde vem o BE.

"Da Helena Lopes da Silva, do Miguel Portas, do João Semedo e tantos outros e seguimos por este caminho. O Bloco levanta-se como alternativa e dá as mãos a quem é segurança da luta, do povo", destacou.

Para o antigo líder bloquista, o partido "tem de ser a segurança de quem sabe que tem a maior das maiorias absolutas", sendo esta, por exemplo, a segurança do salário digno, do emprego e da casa de família, pelo respeito pelos idosos ou pela igualdade.

"O BE é a segurança contra e imenso e insidioso partido da corrupção, que vai dos submarinos aos Visto 'Gold' e às parcerias público-privadas", assegurou.

Francisco Louçã foi perentório: "se querem chamar moralismo à exigência de que ministro e empresário não roubam dinheiro público, chamem-nos moralistas. Somos republicanos".

"Cumprimos e queremos fazer cumprir", concretizou.

Segundo o fundador do BE, "há quase 200 anos que se vive com 'fake news'", criticando que, em termos mundiais, "os rufias tomaram conta da direita e são aplaudidos pelos milionários".

"Agora a política suja está por todo o lado e é o medo. E como vencemos o medo? A minha resposta é: Garantimos ao povo segurança", defendeu.

Comentários
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  • Helena Matos
    13 nov, 2018 coimbra 05:08
    Pois é, amigo Louça. Bem q a Catarina se esforçou por berrar q a marosca do Robles era uma fake new, q era um cambalacho da comunicação social, mas não é que o rapazola tentou mesmo fazer especulação imobiliária, depois de andar a fazer campanha acérrima contra a matéria? Preto no branco, sem fake nenhuma. Ele próprio o admitiu, q a coisa lhe tinha ficado por um milhão e estava a vender por quase seis milhões (e a isto, em bom português, chama-se especulação). O rapaz lá achou q não era menos que o rapazola do Podemos, q tb criticou o ricaço que comprou um casinhoto por 600 mil e ele toca a fazer o mesmo, pq isto de ser coerente e decente já passou de moda e é coisa q só se exige aos outros. Por lá, o furão resolveu vergonhosamente a coisa com um referendo intra-partido; por cá a criatura não se lembrou de fazer o mesmo, senão, se calhar, saía tb incólume da sem vergonjhice. Pelos vistos a nódoa tb cai no pano do BE. Depois admiram-se com o surgimento dos bolsonaros e e dos trumps deste mundo. Disto tudo ressalvo João Semedo, q teria dado dois murros na mesa com a actuação dos seus pares de partido, e ainda João Fazenda, q terá contribuído para pôr alguma decência na história.