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Convenção do BE. Catarina Martins vai prestar contas ao partido e ao país

10 nov, 2018 - 11:45

Coordenadora do Blocode Esquerda também promete "algumas propostas importantes para o futuro".
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A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, afirmou este sábado que na sua intervenção de abertura da convenção prestará contas sobre a atuação do partido nos últimos dois anos, lançando também propostas para o futuro.

Catarina Martins falava aos jornalistas antes de fazer o seu discurso na sessão de abertura da XI Convenção Nacional do Bloco de Esquerda, durante a qual estão em discussão três moções de orientação política.

"A abertura da convenção é seguramente o início do debate interno das moções. Portanto, a minha intervenção destina-se a fazer uma prestação de contas não só ao Bloco como ao país destes últimos dois anos", declarou a coordenadora do BE.

Nas declarações que proferiu à chegada ao pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa, onde decorrerá até domingo a convenção, Catarina Martins adiantou que também falará "de algumas propostas importantes para o futuro".

A moção A, intitulada "Um Bloco mais forte para mudar o país", reúne as principais tendências do partido, tendo como subscritores, além de Catarina Martins, o líder da bancada parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, e a eurodeputada do partido, Marisa Matias.

Além deste texto de orientação política, mais dois estarão em discussão e votação este fim de semana no Pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa: a moção M, "Um Bloco que não se encosta" - muito crítica da atual direção e solução governativa - e a moção C, "Mais democracia, mais organização".

No texto subscrito por Catarina Martins o objetivo para as eleições legislativas do próximo ano é claro: "Em 2019, o Bloco quer ser força de governo, com uma nova relação de forças".

"Um governo de esquerda dá uma garantia ao povo: defende o salário, a pensão e o emprego. Não aceita recuos, nem a precarização do trabalho, nem a redução do salário e da pensão. Esse governo fará o que o PS recusou fazer, partindo do ponto em que o PS travou, sem tibiezas", detalha.

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  • Cidadao
    10 nov, 2018 Lisboa 16:47
    Pena é não propor a alteração do sistema eleitoral, de forma a permitir verdadeiros independentes na AR, a permitir o voto em candidatos e não em partidos, a deixar vazias na AR as cadeiras correspondentes à percentagem de abstençao, e a elaborar legislação que permita a demissão imediata de governos, e autarcas que uma vez eleitos, se afastem do prometido em campanha eleitoral, pondo em vigor programas de governo e ação completamente diferentes do apresentado ao eleitorado, não esquecendo a sua responsabilização, não política, mas judicial. Afinal de contas foram eleitos mediante uma colossal burla. Uma vez que gostam tanto de "causas fracturantes" gostava de os ver apresentar estaspropostas fracturantes, que aposto, dizem muito mais à população, que as vossas habituais causas ditas fracturantes ...