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Uma "magna carta" para a web. Como é que Tim Berners-Lee quer salvar a internet?

06 nov, 2018 - 11:23 • Cristina Nascimento , com redação

O "pai da web" quer que países, empresas e cidadãos se comprometam na construção de uma internet melhor. Perceba o que está em causa.
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Pai da internet lança “contrato para a web” no arranque da Web Summit
Pai da internet lança “contrato para a web” no arranque da Web Summit

O pai da internet lançou, na abertura da Web Summit, em Lisboa, uma iniciativa a que chamou “um contrato para a web”. Mas o que é que Tim Berners-Lee propõe?

No fundo, Berners-Lee quer criar uma espécie de “Carta Magna” na qual empresas, cidadãos e governos assumem um conjunto de compromissos de forma a proteger a internet.

Do lado dos governos, Berners-Lee quer que estes garantam que qualquer pessoa tenha acesso à internet e que esse acesso seja permanente. Os governos devem ainda respeitar o princípio fundamental da privacidade das pessoas.

Já para as empresas, o pai da internet quer que estas garantam não só o acesso à internet, mas também a um custo acessível. As empresas comprometidas com este conjunto de princípios definidos pelo atual diretor do consórcio W3C, entidade responsável por supervisionar o desenvolvimento da web, devem também desenvolver tecnologia que apoie o melhor da humanidade e combata o pior da humanidade.

Quanto aos cidadãos, ao subscreverem este contrato, comprometem-se a lutar pela rede e a ser criadores e colaboradores da internet. Devem também ser construtores de comunidades fortes que respeitem o discurso civil e a dignidade humana.

Mais de 50 organizações já assinaram este contrato. Facebook e Google fazem parte do grupo de empresas que se comprometeram com este documento, apesar do criador da internet apontar estes dois gigantes de Silicon Valley como exemplos de como “a internet que nós adoramos” está sob ameaça.

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