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D. António Marto solidário com o Papa Francisco

12 out, 2018 - 19:42

Cardeal português reconhece que “há uma oposição [ao Papa] que ultimamente se tornou mais aguda”, mas espera “que não leve a um novo cisma”.
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O Cardeal D. António Marto manifestou, esta sexta-feira, a “comunhão e solidariedade” com o Papa Francisco.

“Desejava manifestar em nome do Santuário e do meu pessoal a comunhão e solidariedade com o Papa Francisco neste momento difícil da Igreja. Correspondemos ao seu pedido de rezar o terço pela unidade da Igreja e pela sua purificação, agora ameaçada por um ataque ignóbil organizado contra o Papa e que não passa de uma montagem política sem fundamento real”, disse.

D. António Marto reconhece que “há uma oposição que ultimamente se tornou mais aguda, mais aguerrida, servindo-se do fenómeno dos escândalos para lançar a culpa e a responsabilidade sobre a pessoa do Papa”.

“Isto fere a unidade da Igreja, mas esperamos bem que não leve a um novo cisma”, acrescentou.

O Cardeal português condenou, ainda, “a corrupção que é uma espécie de cancro que vai estendendo as suas ramificações por toda a sociedade”, incluindo na Igreja.

“Merecem apoio todos aqueles que sem medo nem condescendência lutam contra a corrupção e a deslealdade na política e nos negócios, contra a batota e a violência no desporto, contra a hipocrisia e a indiferença na própria Igreja. Isto faz parte da mensagem de Fátima, que pede a conversão e a purificação de modo concreto na vida pessoal, na vida familiar, na vida social e política e na vida eclesial, naturalmente”, refere D. António Marto.

Nesta conferência de imprensa em Fátima, o Cardeal D. António Marto estava com o bispo de Hiroshima. “Hiroshima é um nome simbólico que toca o coração de todos”.

Uma cidade que “recorda o horror e o sofrimento da guerra com armas nucleares, tal como já tinha advertido a Virgem, na sua mensagem aqui em Fátima”, acrescentou o bispo de Leiria-Fátima.

Rezar pela paz no mundo é também a grande intenção do bispo de Hiroshima, que veio a Fátima acompanhado por 50 fiéis da sua diocese e 103 mil testemunhos escritos de outros tantos católicos que nestes dias rezaram o terço pelas intenções desta peregrinação.

“O ano passado, celebrámos o centenário das aparições da Santíssima Virgem Maria aos três pastorinhos de Fátima. Também nos unimos à celebração deste evento com uma imagem de Nossa Senhora de Fátima que percorreu as várias dioceses do Japão, para rezarmos pela paz no mundo. Acredito que a diocese de Hiroshima recebeu de Nossa Senhora de Fátima a missão de rezar e de se empenhar pela paz no mundo, juntamente com a diocese de Leiria-Fátima e com vós todos do mundo inteiro”, disse D. Alexis Shirahama.

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