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ONU reconhece papel da Ajuda à Igreja que Sofre no Iraque e promete apoio

06 mar, 2018 - 19:39 • Ângela Roque

Reunião ao mais alto nível decorreu em Nova Iorque. Responsável internacional pela fundação Ajuda à Igreja que Sofre foi informar as Nações Unidas sobre a situação em que se encontram os cristãos perseguidos pelos radicais islâmicos.

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A fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) e a ONU reuniram-se para falar da situação em que se encontram os cristãos iraquianos vítimas da violência jihadista e que agora tentam regressar às suas casas. O encontro juntou o secretário-geral internacional da AIS, Philipp Ozores, e o representante do secretário-geral da ONU para o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, Mourad Wahba, que sublinhou a importância do trabalho humanitário que a AIS tem feito no terreno, bem como a necessidade de haver um esforço coordenado com a ONU, para que esse trabalho tenha ainda mais eficácia e assegure a sobrevivência daquela comunidade cristã.

“A ONU reconhece a necessidade de uma maior colaboração para se conseguir estabilizar a planície de Nínive, e reconhece também a necessidade de se apoiar a diversidade religiosa da região, pois isso significará uma futura defesa diante de uma eventual nova ameaça do Estado Islâmico”, afirmou Wahba no final do encontro.

Trata-se de uma posição que deixa “muito satisfeito” o secretário-geral da fundação AIS, por “poder contar finalmente com o apoio das Nações Unidas nesta missão de caráter humanitário tão relevante no Iraque”.

“Acolhemos com satisfação o crescente envolvimento institucional para pôr fim urgentemente ao drama dos cristãos de Nínive”, disse Philipp Ozores, lembrando que até agora a ajuda prestada tem sido apenas da responsabilidade de doadores privados.

Foram 95 mil os cristãos que foram obrigados a fugir da planície de Nínive quando, em 2014, o autoproclamado Estado Islâmico invadiu a região. Refugiaram-se sobretudo no norte do Iraque, onde a AIS tem estado a apoiá-los, acompanhando agora o seu regresso faseado às localidades de origem. Essa ajuda – que já atingiu os 31 milhões de euros – já permitiu o regresso de pelo menos 35% das famílias cristãs, mas há ainda muito para fazer ao nível da reconstrução de casas e infraestruturas. A mais recente contribuição da AIS, no valor de cinco milhões de dólares, destina-se à reabilitação de duas mil habitações das cerca de 13 mil que foram destruídas ou ficaram gravemente danificadas durante a invasão jihadista.

Na reunião com a ONU participaram, para além de Philipp Ozores, o diretor de Comunicação Internacional da AIS, Mark von Riedemann, e o padre Andrzej Halemba, coordenador dos projetos da AIS no Médio Oriente. A deslocação à sede das Nações Unidas decorreu depois da Jornada Mundial de Jejum e Oração que a AIS promoveu, dia 24 de fevereiro, para chamar a atenção para a perseguição dos cristãos. A iniciativa vestiu de vermelho vários monumentos entre eles o Santuário do Cristo Rei, em Almada, e a Basílica dos Congregados, em Braga.

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