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D. Ilídio Leandro diz que ONU “está ultrapassada”

06 mar, 2018 - 13:40 • Liliana Carona

O bispo de Viseu está preocupado com o conflito na Síria e diz que é “urgente uma nova organização mais influente”.

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Os “senhores da Guerra” não estão a dar tréguas às centenas de milhares de civis que na Síria não conseguem sequer aceder aos apoios e medicamentos, lamenta o bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, que coloca em causa a própria ONU

“Os senhores da guerra continuam a não dar tréguas, apesar de todos os esforços da ONU, é criminoso não deixarem que os apoios aos medicamentos sejam distribuídos. Isto põe em causa, a existência e credibilidade de organizações mundiais como a ONU, parece urgente uma nova organização mais influente”, considera o prelado de Viseu.

D. Ilídio Leandro insiste que a ONU está ultrapassada: “Quer a América, quer outros países poderosos fundamentais em qualquer organização mundial, quer os países onde o terrorismo campeia não seguem qualquer indicação que venha de uma organização mundial”, diz o bispo da diocese de Viseu sem, contudo, apontar o dedo a António Guterres.

“Tenho pena de dizer isto quando está um português à frente, mas não cabe a ele, António Guterres, que tem feito muitos esforços para trazer a paz. Porém, é inevitável estar-se à espera de outra organização ou de outra forma de equilíbrio mundial”.

D. Ilídio reforça que é: “completamente inoperante a ação das Nações Unidas na Síria”.

O bispo considera que há uma falta de liderança, não só na Europa, mas em todo o mundo. “Penso que a humanidade está a mostrar a sua faceta desumana, e a sua faceta de uma civilização que está a morrer. Urge um deitar mãos a esta sociedade, e por isso há que lamentar que faltam líderes a nível do mundo. É vergonhoso, ver líderes nos EUA, na Coreia do Norte a fazer o espetáculo que diariamente se vê”, lamenta D. Ilídio, em declarações feitas à margem da Semana Bíblica, que decorre na sua diocese.

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  • couto machado
    06 mar, 2018 Porto 15:02
    D. Ilídio Leandro tem toda a razão quando afirma que a ONU é incapaz de reagir e actuar devidamente. Só começarão a actuar, como lhes compete, quando o senhor Trump suspender as verbas que sustentam aqueles inúteis. Depois, chamem-lhe nomes ...

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